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  17/07/2005 - 20h34
Castro e Duran obtêm melhor resultado brasileiro em Mundiais

Vicente Toledo Jr.
Enviado especial do UOL
Em Montreal (Canadá)

Os brasileiros César Castro e Cassius Duran conquistaram um resultado histórico neste domingo, no primeiro dia de competições do 11º Mundial de Esportes Aquáticos, em Montreal, no Canadá.

Divulgação 
Duran e Castro executam salto durante final do trampolim
A dupla ficou em oitavo lugar na prova do trampolim de 3 m sincronizado, melhor colocação dos saltos ornamentais do Brasil em toda a história do principal evento da Fina (Federação Internacional de Natação).

"Gostamos muito do resultado, mas ainda ficamos atrás de Cuba e Venezuela. Temos muito o que melhorar porque não podemos ser derrotados no Pan de 2007 em nossa casa", comentou Castro, finalista olímpico na prova individual do trampolim de 3 m em Atenas-2004.

Duran, que já esteve em duas Olimpíadas, lamentou a bobeada da parceria nos dois últimos saltos, já que o Brasil ocupava o quarto lugar ao final da terceira rodada.

"A gente deu uma bobeada na parte individual, não foi nem no sincronismo. O nosso último salto é um salto que eu não costumo treinar, por isso acho que poderia ter ido melhor individualmente. Mesmo assim, o resultado foi ótimo", comemorou o atleta de 26 anos, o mais experiente da equipe brasileira.

Antes do oitavo lugar deste domingo, os saltos ornamentais do Brasil tinham como melhor resultado em Mundiais um décimo lugar de Juliana Veloso na plataforma de 10 m, em Fukuoka-2001.

Na última edição do campeonato, há dois anos, em Barcelona, Castro e Duran haviam ficado em um modesto 18º lugar, sequer se classificando para a final.

"Muito dessa evolução se deve à melhora individual de cada um", explicou Duran. "A nossa série de hoje foi bem mais forte que a de Barcelona", emendou Castro, que só lamentou o pouco tempo de treinamento junto com o companheiro.

"Ele mora no Rio, e eu, em Brasília. Então, só conseguimos treinar juntos nas vésperas das competições. Para esse Mundial, só nos encontramos aqui no Canadá, então não dá para exigir muito", disse.

Ao contrário do que aconteceu nas eliminatórias, quando eles começaram mal e ficaram em décimo, os brasileiros foram bem nos três primeiros saltos da final, rivalizando com países de maior tradição, como Austrália e EUA.

Nas duas últimas rodadas, porém, justamente aquelas em que os saltos têm maior grau de dificuldade, Castro e Duran não mantiveram a mesma competência na execução e perderam quatro posições, encerrando a competição com 324,57 pontos.

A medalha de ouro ficou com os chineses Chong He e Wang Feng, que sobraram em relação aos demais e somaram 384,42 pontos. A prata foi para os alemães Tobias Schellenberg e Andréas Wels (364,59), e o bronze ficou com os norte-americanos Justin Dumais e Troy Dumais (360,27).

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