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  12/09/2006 - 07h39
Natação brasileira corta verba de atletas que vivem fora do país

Da Redação
Em São Paulo

Em uma iniciativa polêmica, a CBDA (Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos) decidiu não renovar os contratos de patrocínio de nadadores que treinam fora do país, mesmo que consigam bons resultados em torneios de elite. A informação é da edição desta terça-feira do jornal Folha de São Paulo.

Os dirigentes da entidade, mais especificamente seu presidente Coaracy Nunes, entendem agora que o país tem capacidade para cuidar de seus jovens talentos e que os Estados Unidos não são mais a única opção para um atleta brasileiro evoluir esportivamente.

A entidade também decidiu não levar aos Jogos Sul-Americanos, competição programada para novembro, na Argentina, quatro representantes que conquistaram na piscina o direito de representar o Brasil. São eles Gustavo Calado, Leonardo Martins, Lucas Azevedo e Phillip Morrinson. Todos vivem nos EUA.

Duas razões são apontadas como decisivas por Coaracy Nunes, dirigente máximo CBDA, para as penas estabelecidas: a falta de bons resultados obtidos por nadadores nacionais que estão no exterior e problemas com a estatal que injeta anualmente mais de R$ 7 milhões nos esportes aquáticos.

"Os últimos atletas que saíram do Brasil ficaram uma lástima lá fora. E, além disso, eu pago todos com dinheiro dos Correios, uma empresa brasileira. Qual o retorno que eles vão ter lá fora?", afirma o dirigente.

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