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| Arquivo Reuters |
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Com um grande sorriso, a brasileira Maria Zeferina Baldaia vence a São Silvestre em 2001
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Da roça para o pódio
Uma ex-cortadora de cana ganhou a prova feminina da São Silvestre no ano de 20001.
A brasileira Maria Zeferina Baldaia deixou as favoritas para trás e ficou com o título ao completar os 15 km da corrida em 52min12.
A queniana Margaret Okayo, que era apontada como favorita, ficou em segundo lugar.
A brasileira Márcia Norloch terminou em terceiro, seguida de Adriana de Souza e Selma dos Reis, também do Brasil.
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Zeferina tornou-se a terceira brasileira a vencer a prova. Antes dela apenas Carmem de Oliveira, em 1995, e Roseli Machado, em 1996, haviam vencido -esta havia sido a última vez que uma brasileira havia ganhado a corrida feminina, disputada desde 1975.
Desde o início da corrida, Zeferina foi uma das que começaram brigando pela vitória. Ela terminou a primeira metade da competição (a prova tem 15 km) no pelotão de elite, ao lado de Narloch, catarinense que mora em Petrópolis (RJ), das quenianas Okayo e Martha Komu e da russa Olga Romanova.
Nos últimos 2 km, Zeferina conseguiu colocar-se diante de Okayo, deixando-a para trás e, sob uma temperatura de 30ºC na cidade de São Paulo, cruzou a linha de chegada em primeiro lugar.
Zeferina terminou com o tempo de 52min12s -o recorde da prova é da queniana Hellen Kimayio, com 50min26s, em 1993. Okayo chegou logo atrás, com 52min23s.
Na prova masculina, o fenômeno Tesfaye Jifar, 26, confirmou o seu favoritismo e colocou a Etiópia na lista dos países vencedores da São Silvestre.
O recordista da Maratona de Nova York venceu a 77ª edição da prova paulistana com o tempo de 44min15s, seguido de outros dois africanos -o queniano Gilbert Okari chegou em segundo, com 44min32s, e o tanzaniano John Yuda, em terceiro, com 44min37.
Dois brasileiros completaram o pódio: Marílson Gomes dos Santos foi o quarto colocado,com 44min43s, e Vanderlei Cordeiro de Lima, o quinto, com 44min55s.
Jifar ficou a um minuto e três segundos do recorde da principal prova de rua do Brasil, que pertence ao pentacampeão Paul Tergat desde 1995. Em 2001, o queniano alegou a enfermidade de um irmão para se ausentar da São Silvestre.
Jifar começou a disputar provas há apenas quatro anos. Aos 14 anos, perdeu a visão do olho direito ao levar uma chifrada de um touro, por isso não gosta de correr ao lado de concorrentes, pois não tem a noção de profundidade.
Apesar de ser especialista em corridas mais longas, como maratonas (42.195 metros), não teve dificuldades para vencer. Um exemplo disso é que ditou o ritmo da prova desde o início e só abriu vantagem com o decorrer da competição.
Na prova ele chegou a trocar empurrões com os quenianos que corriam ao seu lado no início do percurso. Acompanhado de Guilbert Okari, de John Yuda e dos quenianos Evans Rutto e Kigen Kibet, sempre esteve à frente e nunca se sentiu ameaçado.
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