08/05/2008 - 10h01
Organização diz que política afastou equipe etíope do GP de Doha
Das agências internacionais
Em Doha (CAT)
Apesar de vários dirigentes pedirem nos últimos meses que a política não se misturasse com o esporte, os interesses das duas áreas voltaram a entrar em conflito e a delegação de atletismo da Etiópia anunciou a sua desistência do GP de Doha, que será disputado nesta sexta-feira no Catar.
Segundo a organização, a tensão política entre os dois países foi decisiva para o abandono da equipe. "Nós tínhamos preparado tudo para eles: vistos, ingressos e hospedagem. Mas infelizmente a política interferiu no esporte", explicou Dahlan Al-Hamad, presidente da Federação de Atletismo do Catar, nesta quinta-feira.
No último mês, o governo da Etiópia anunciou o rompimento das relações com o Catar, devido a uma suposta aliança do país com a Eritréia, nação que tem um longo conflito com os etíopes.
A Etiópia levaria sete atletas ao meeting de Doha, sendo que a maior atração seria Deresse Mekonnen, que venceu os 1.500 m rasos no Mundial Indoor, realizado neste ano.
Nos últimos meses, a discussão de problemas políticos afetando o esporte virou o centro da atenção devido aos protestos feitos por aliados do Tibete contra a China, durante a passagem da tocha olímpica. O Comitê Olímpico Internacional (COI) teria, inclusive, já alertado os países para evitarem qualquer manifestação política dos atletas durante os Jogos.