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Colinas disse estar em sintonia com projeto de Hortência para a seleção: "É renovar ou morrer"
Renovação. Essa é a palavra de ordem do técnico espanhol Carlos Colinas, contratado para comandar a seleção brasileira feminina no Mundial da República Tcheca. Acostumado a trabalhar com categorias de base, o treinador disse que a possibilidade de participar de um projeto de reformulação do basquete no país o fez aceitar o convite da CBB.
“Estou em sintonia com o projeto da Hortência e do departamento técnico sobre o futuro do basquete brasileiro. Como vi em meu país, chega um momento que é renovar ou morrer”, disse Colinas. “Achei o projeto muito interessante. Vou ter a oportunidade de dirigir um grupo formado por excelentes jogadoras nas principais competições internacionais da modalidade”.
O espanhol rebateu as críticas de que teria pouco tempo para conhecer as jogadoras que atuam no país. O novo técnico do time verde-amarelo afirmou ser um conhecedor do basquete nacional e se considera pronto para o desafio de comandar a equipe no Mundial da República Tcheca.
“Já são dez anos seguindo regularmente as seleções nos campeonatos internacionais e os melhores times nas ligas europeias, onde atuam várias jogadoras brasileiras”, disse Colinas. “Também acompanho há anos o desenvolvimento das competições no Brasil e o rendimento de suas melhores jogadoras”.
Vencedor nos torneios europeus de base, Colinas terá sua primeira experiência no comando de uma seleção principal. O treinador, porém, acredita que as diferenças entre seu novo trabalho e a tarefa que realizou até então são pequenas.
“A responsabilidade é igual a que tenho há nove anos com o trabalho que faço com a Federação do meu país. Tudo depende da importância que cada um dá aos desafios que enfrentamos na vida esportiva”, comentou o treinador. “Este é mais um desafio para mim. É diferente, é grande e vai exigir o meu melhor. E estou pronto para fazer um bom trabalho”.
A escolha de Colinas para comandar a seleção brasileira feminina ocorreu após vários meses de indefinição. A demora para definir o treinador da equipe levantou dúvidas sobre o pouco tempo restante ao planejamento para o Mundial da República Tcheca, que ocorrerá em setembro.
Colinas crê que o tempo de preparação será mais do que suficiente, desde que bem aproveitado. “Acredito muito mais em qualidade e planejamento do que em tempo. É claro que temos que treinar, construir um estilo para o Brasil atual e, sobretudo, participar de muitos amistosos para polir nosso jogo”, disse o espanhol.
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