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25/08/2006 - 23h49
Argentina bate Nova Zelândia e vai às quartas; Scola perde dentes
Murilo Garavello Enviado especial do UOL Em Saitama (Japão)
O pivô Luis Scola, companheiro de Tiago Splitter na TAU Ceramica, da Espanha, perdeu os dois dentes superiores frontais após cair literalmente "de boca" no primeiro quarto da vitória da Argentina neste sábado.
Se não esteve à altura da temida equipe campeã olímpica, a Argentina jogou o suficiente para vencer, sem maiores sustos, a Nova Zelândia por 79 a 62 na abertura das oitavas-de-final do Mundial de basquete.
Para compensar o fraco jogo de Andrés Nocioni, que fez só dois pontos, Emanuel Ginobili anotou 28 pontos, e o pivô Fabrício Oberto contrubuiu com 24 pontos e 10 rebotes.
Após perder os dentes, Scola atuou com uma proteção. Após encerrar sua participação com dez pontos, oito rebotes e duas assistências, o pivô pediu à TV argentina que não o filmasse "banguela".
"Por favor, não. Por favor", disse o pivô. "Não quero que me vejam assim", disse. Após o cinegrafista da TV argentina retirar a câmera, mostrou o grande estrago: mais de 3/4 dos dois dentes se quebraram.
O time neozelandês, que ficou em quarto lugar no Grupo B, atrás de Espanha, Alemanha e Angola, com duas vitórias e três derrotas e perdeu cinco vezes para o Brasil na fase de preparação. Hoje, não foi páreo nem para uma Argentina que não pisou no acelerador e errou 17 das 18 tentativas de arremesso.
Agora, nas quartas-de-final, os argentinos enfrentarão o vencedor do duelo entre Turquia, segunda colocada no grupo do Brasil, e Eslovênia, terceira na chave dos EUA. O jogo acontece ainda neste sábado.
Para o técnico argentino, Sérgio Hernández, o horário da partida (10h de sábado, no Japão) foi um dos responsáveis pelo fraco desempenho dos dois times. "Não gosto de ficar dando desculpas e comentando este tipo de coisa, mas ao mesmo tempo não é normal ter de acordar às 8h e jogar às 10h", disse Hernández, que fez questão de elogiar o rival.
"Não fomos bem ofensivamente, mas não jogamos mal. A Nova Zelândia é um time diferente. Eles chutam mais de três do que de dois. Na defesa, alternam a cada ataque tipos diferentes de defesas por zona ou individual. Ganhamos esse jogo na defesa".
A Argentina começou a partida sonolenta. O time não exercia uma marcação forte, e a Nova Zelândia se manteve próxima no placar durante todo o primeiro tempo, que terminou com vantagem de oito pontos para os argentinos (oito pontos).
Fabrício Oberto foi o destaque do primeiro quarto, com 11 pontos, sete rebotes -quatro deles, ofensivos- e uma assistência antes de ser substituído a dois minutos do fim. Já Ginobili manteve-se regular em todo o primeiro tempo e era o cestinha do jogo no intervalo com 12 pontos. No terceiro quarto, a Argentina aumentou um pouco o ritmo e, a cinco minutos do final, já vencia por 16 pontos.
A Nova Zelândia chegou a reduzir seu "buraco" para nove pontos a pouco menos de quatro minutos do final do jogo, mas Ginobili respondeu com a primeira cesta do time em um arremesso de três pontos e, em seguida, uma jogada em que sofreu falta e, mesmo assim, acertou a bandeja, decretando o fim da partida.
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