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27/08/2006 - 02h45
EUA dão show, massacram Austrália e enfrentam Alemanha
Murilo Garavello Enviado especial do UOL Em Saitama (Japão)
Exibindo todo seu repertório de defesa forte, velocidade, penetrações, enterradas e arremessos certeiros de três pontos, os EUA deram neste domingo uma aula de basquete à Austrália, empolgaram o público que ocupou praticamente todos os 22.500 lugares da Saitama Super Arena e, com bastante facilidade, venceram por 113 a 73.
"O ginásio estava cheio, com muita torcida americana, era realmente uma atmosfera de NBA. Ficamos muito felizes, com vontade de realmente jogar", disse o ala Shane Battier, um especialista em defesa que hoje acertou quatro arremessos de três pontos e terminou o jogo com 12 pontos.
Os cestinhas do jogo foram o americano Carmelo Anthony e o australiano Andrew Bogut, com 20 pontos cada. Outros quatro americanos fizeram mais de dez pontos: Joe Johnson (18), Dwyane Wade (15), Battier e Chris Bosh (12).
Com o resultado, os EUA estão nas quartas-de-final do Mundial de basquete e enfrentam, na terça-feira, pelas quartas-de-final, a Alemanha, que hoje derrotou a Nigéria por apenas um ponto (78 a 77).
Neste Mundial, os americanos tentam recuperar sua hegemonia no esporte, abalada pelas três derrotas no Mundial de 2002, em que a Sérvia se sagrou campeã, e outras três na Olimpíada de 2004, quando a Argentina ganhou a medalha de ouro.
| SUFOCO ALEMÃO |
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 A seleção alemã ficou muito perto da derrota neste domingo, na abertura do segundo dia das oitavas-de-final do Mundial de basquete. Com 8 segundos de posse de bola e um ponto atrás, a Nigéria desperdiçou uma bandeja, decretando a vitória alemã por 78 a 77. Leia mais. | Para isso, apostaram em uma combinação de jovens estrelas (LeBron James, Dwyane Wade e Carmelo Anthony), com jogadores pouco badalados, mas bons na defesa, como Shane Battier e Dwight Howard. Em geral, todo o time é jovem, rápido e forte na defesa.
Além disso, estabeleceram um grupo de 23 jogadores -12 estão no Mundial- que se revezará nas competições até a Olimpíada de 2008, verdadeiro objetivo da nova filosofia.
Até aqui, a estratégia tem dado certo: no Mundial, são seis vitórias em seis partidas. E, na fase de amistosos, os americanos venceram todos seus oponentes -inclusive o Brasil. Ou seja, a equipe que enfrenta a Alemanha de Dirk Nowitzki ainda está invicta.
"Temos muito respeito pelo basquete internacional", disse após a partida o técnico americano Mike Krzyzewski. "Estudamos muito a Austrália e todos seus sistemas defensivos e ofensivos. Vimos que era um time muito bom e que precisávamos ter cuidado. Hoje estou satisfeito, o time foi muito bem".
O jogo Os cinco primeiros minutos do jogo foram equilibrados. Os EUA abusavam dos arremessos de três pontos. E tinham bom aproveitamento: foram quatro acertos em seis tentativas: Shane Battier (2), Carmelo Anthony e LeBron James.
| FRANÇA TAMBÉM AVANÇA |
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 A seleção francesa venceu neste domingo Angola por 68 a 62 e, com o resultado, garantiu uma vaga nas quartas-de-finais do Mundial, mesmo sem o seu principal jogador, Tony Parker. Leia mais. | A Austrália respondia na mesma moeda, com quatro chutes detrás da linha de 6,25 m convertidos: CJ Bruton, Brad Newley (2) e Andrew Bogut, que também fez jogadas dentro do garrafão e somava nove pontos. A 3min38s, os australianos venciam por 18 a 17.
A liderança do time da Oceania não durou muito. Mesmo colocando em quadra 11 de seus 12 jogadores (só o pivô Brad Miller não entrou), os EUA acabaram o primeiro quarto vencendo por 27 a 23. , imprimindo ao jogo seu estilo particular: e, também, muitos erros no ataque.
No segundo quarto, os EUA melhoraram sua defesa e, em três minutos, abriram 12 pontos. Sem conseguir penetrar, os australianos abusavam dos chutes de três pontos, e não os convertiam. Em todo o segundo quarto, os australianos fizeram só seis pontos. Já o ataque americano cada vez funcionava melhor. No intervalo, a vantagem americana já era de 30 pontos (59 a 29).
"A Austrália começou muito bem, mas no segundo quarto aumentamos a pressão defensiva e o jogo ficou difícil para eles", disse Battier.
No segundo tempo, com a vitória já assegurada, os EUA diminuíram um pouco o ritmo na defesa, mas no ataque continuaram provocando "oh"s da torcida. Principalmente Dwyane Wade, melhor jogador das finais da NBA pelo atual campeão, Miami Heat, mostrou pitadas da sua enorme habilidade, com passes mirabolantes e infiltrações plásticas.
Ao fim do terceiro quarto, a diferença era de 39 pontos. No quarto, os americanos começaram a exagerar na tentativa de lances bonitos, como pontes aéreas. Algumas, davam certo. Muitas outras, não. A Austrália jogou um pouco melhor e, perdendo o último período por apenas um ponto, foram eliminados com um derrota por 40 pontos.
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