| |
27/08/2006 - 08h02
Angolanos reclamam do excesso de preparação
Murilo Garavello Enviado especial do UOL Em Saitama (Japão)
Normalmente, seleções eliminadas reclamam do tempo exíguo que tiveram para "formar um time". Não é o caso de Angola no Mundial de basquete. Como dez dos 12 jogadores da seleção atuam em clubes do país, a comissão técnica optou por um período prolongado de preparação. Com dois meses no exterior.
"Acho que é preciso analisar com carinho o que vamos querer do basquete angolano", afirmou neste domingo Carlos Almeida, 29, um dos mais experientes da renovada seleção. "As coisas precisam ser melhor organizadas. Nos mantiveram longe de nossas famílias por mais de dois meses. Estamos saturados, com saudades. Deviam ter olhado com um bocadinho a mais para isso", criticou.
Minutos antes, Angola havia sido derrotada pela França por 68 a 62 nas oitavas-de-final de uma competição em que deixou boa impressão, vencendo três jogos (contra Nova Zelândia, Panamá e Japão), perdendo da invicta Espanha por dez pontos e levando a Alemanha de Dirk Nowitzki a três prorrogações -recorde em Mundiais- antes de ceder sua segunda derrota.
Joaquim Gomes, pivô do time, que hoje anotou 11 pontos e sete rebotes, e é um dos dois únicos que atuam fora do país -na última temporada jogou pelo Eiffel Towers, da Holanda-, concorda. "Fizemos as duas semanas de treino, em que não há jogos, fora do país. Poderíamos ter passado esse período em Luanda (capital angolana)".
Em sua preparação, a equipe esteve na Sérvia e Montenegro, Espanha, Qatar e Cingapura. "Realmente a preparação foi muito prolongada", disse Gomes.
Já o ala Eduardo Mingas se disse satisfeito com a preparação. "Como somos mais baixos, temos de treinar duas vezes a mais, mesmo, para compensar".
UOL Busca - Veja o que já foi publicado com a(s) palavra(s)
|