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28/08/2006 - 09h58
Após passeios, Argentina e Espanha põem favoritismo à prova
Murilo Garavello Enviado especial do UOL Em Saitama (Japão)
De um lado da chave do Mundial de basquete, Espanha e Argentina. Do outro, Estados Unidos e Grécia. Depois de seis jogos, os quatro maiores favoritos ao título da competição ainda não foram derrotados. Nesta terça-feira, às 4h30 (horário de Brasília), os espanhóis duelam com a Lituânia. Às 7h30, os argentinos enfrentam a Turquia. EUA (contra a Alemanha) e Grécia (contra a França) voltam à quadra na quarta-feira.
As duas equipes, que devem ter rivais mais difíceis do que os que tiveram nas oitavas, se enfrentarão se ambas vencerem nesta terça. A Argentina venceu a Nova Zelândia por 17 pontos de diferença. E a Espanha estabeleceu uma vantagem de dez pontos no primeiro quarto contra a Sérvia, não foi ameaçada e pôde descansar seus principais jogadores.
No primeiro jogo do dia, os espanhóis deverão contar com o ala-pivô Felipe Reyes, um dos melhores reservas do time. Reyes se contundiu no jogo de preparação contra a Argentina, na Cingapura, e, após atuar cinco minutos contra o Japão, voltou a sentir uma lesão. Após assistir à vitória sobre a Sérvia do banco, com roupas sociais, deverá vestir o uniforme para o duelo com os lituanos.
A Espanha deverá ter um rival que apostará no jogo físico. "É assim que gostamos de jogar e é assim que vamos pará-los", disse o ala Linas Kleiza, 20, que joga no Denver Nuggets.
A Lituânia, que em todos seus jogos no Mundial apanhou mais rebotes que o adversário -a Espanha foi superada neste fundamento nos jogos contra Angola e Nova Zelândia-, apostará também no ala Arvydas Macijauskas, cestinha do time com 17,2 pontos por partida na competição. É para ele que serão realizadas as jogadas no momento da decisão.
Para Jorge Garbajosa, ala-pivô espanhol que jogará no Toronto Raptors na próxima temporada, ao lado do armador Jose Calderón, seu companheiro de seleção, Macijauskas merece cuidado especial. "Se ele entrar em um ritmo forte, ganha um jogo sozinho. Não podemos permitir que isso aconteça", disse.
Garbajosa diz que o segredo para a Espanha é "sermos nós mesmos e impormos nosso ritmo de jogo desde o começo. Não podemos descuidar de uma série de detalhes porque essa partida é perigosa e, de agora em diante, será uma batalha atrás da outra".
Já Macijauskas diz que o favoritismo é todo espanhol. "Vai ser um jogo muito difícil para nós porque a Espanha joga o melhor basquete do mundial. Não vi jogos dos EUA, mas do que eu vi ninguém está tão bem quanto eles", disse o ex-jogador do New Orleans Hornets. "Não é só Paul Gasol, Calderón e Navarro, não, são dez jogadores muito bons".
As duas seleções já se enfrentaram quatro vezes na história, com três vitórias espanholas. Mas o único triunfo lituano ocorreu justamente na partida mais importante: a decisão do Europeu de 2003. Argentina x Turquia No segundo jogo do dia, a Argentina, atual campeã olímpica, enfrenta a Turquia, que, já entre os oito primeiros colocados, cumpre a melhor participação de sua curta história na competição -em 2002, quando estreou, acabou na nona colocação. "Vamos dar tudo dentro de quadra. Não temos nada a perder", resume o pivô Kaia Peker, contratado pela TAU Ceramica, da Espanha.
Outro jogador da equipe espanhola, o pivô argentino Luis Scola, que perdeu os dois dentes centrais superiores no jogo contra a Nova Zelândia, está confirmado para a partida.
"Vou jogar com uma proteção, não haverá problema nenhum", disse Scola. "Agora, depois que o torneio terminar, terei de passar muito tempo com o dentista".
Já a Turquia não sabe se poderá contar com uma de suas revelações, o ala Ersan Ilyasova, 19, jogador do Milwaukee Bucks, que desfalcou a equipe nos dois últimos jogos por contusão.
O técnico da Argentina, Sérgio Hernandez, não negou o favoritismo de sua seleção. "Sem dúvida, temos melhores jogadores melhores. Se fosse uma série melhor-de-cinco, certamente venceríamos. Mas é um jogo só, então tudo pode acontecer", disse ele, que ao contrário do padrão dos técnicos, não enalteceu muito o adversário.
"Não há nada na Turquia que me agrade muito. Eles fazem tudo mais ou menos bem e quase nada mal. A transição deles não é boa. Quando estão vencendo, jogam muito com os pivôs. Quando estão perdendo ou pressionados, chutam muitas bolas de três pontos. Isso pode condenar o time", criticou.
Apesar das palavras do técnico, a Turquia cumpre uma trajetória excelente no Mundial, com vitórias sobre Lituânia, Eslovênia, Austrália, Brasil e Qatar. A equipe só perdeu da Grécia, atual campeã européia. Mostrando muita garra, o time tem sido comandado pelo ala Serkan Erdogan, que também joga na TAU Ceramica e tem uma média de 17,2 pontos por partida no Mundial.
Na partida desta terça, o pivô Ruben Wolkowiski igualará o recorde de participações com a camisa argentina em Mundiais, que pertence a Marcelo Milanesio, com 32. É o quarto Mundial da carreira do reserva de Fabrício Oberto. UOL Busca - Veja o que já foi publicado com a(s) palavra(s)
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