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29/08/2006 - 06h11
Espanha mostra força contra a Lituânia e está na semifinal
Murilo Garavello Enviado especial do UOL Em Saitama (Japão)
A Espanha mostrou toda sua força nesta terça-feira na vitória por 89 a 67 sobre a Lituânia, que havia vencido a vice-campeã olímpica, Itália, nas oitavas-de-final. Com a vitória, a equipe está na semifinal do Mundial de basquete e, agora, espera pelo vencedor do duelo entre Argentina e Turquia, também nesta terça.
| "SE CONTINUARMOS ASSIM..." |
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Reuters  Gasol dá toco: Espanha 100% no Japão | A Espanha vive grande momento no Mundial. Tanto que o próprio treinador Pepu Hernández não consegue se conter diante do basquete apresentado pela equipe. Depois da vitória contra a Lituânia, ele afirmou que o time pode estar perto do título.
"Se jogarmos assim, podemos até perder. Mas vai ser muito difícil para qualquer um", disse. "Foi nossa melhor partida." |
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| LEIA MAIS | ÁLBUM DA RODADA | Os espanhóis fizeram a Lituânia parecer uma equipe fraca. Ainda no primeiro tempo, abriram uma vantagem de 21 pontos. No ataque, alternaram conversões de arremessos de três pontos com infiltrações e o excelente trabalho do pivô Pau Gasol, do Memphis Grizzlies. Com uma defesa impressionante, roubaram 17 bolas (contra três do rival) e forçaram os lituanos a cometerem 28 erros.
No segundo tempo, os espanhóis chegaram a abrir 27 pontos. Depois, acabaram diminuindo um pouco o ritmo, mas não a ponto de deixar a Lituânia voltar para o jogo. "Eles jogaram melhor em todas as partes da quadra e em todos os fundadmentos. Mereceram vencer", reconheceu o lituano Mindaugas Zukauskas.
"O jogo foi mais fácil do que eu pensava", disse o ala-armador Juan Carlos Navarro, que anotou 22 pontos em 20 minutos. "Começamos muito bem, impusemos nosso ritmo e não deixamos que eles entrassem no jogo em momento algum".
Além de Navarro, Gasol voltou a ser destaque espanhol, com 25 pontos, nove rebotes e três tocos. Pela Lituânia, o melhor foi o ala Linas Kleiza, com 15 pontos, 14 rebotes e cinco assistências. A decepção foi o ala Arvydas Macijauskas, estrela da equipe que, muito marcado, não fez nenhum ponto, só deu dois arremessos e cometeu cinco erros.
"Pensei que ele conseguiria dominar seus nervos antes do jogo e lideraria nosso time, mas infelizmente...", afirmou o técnico lituano Antanas Sereikas. "De forma geral, não nos preparamos mentalmente para um jogo tão importante. Nenhum time pode ganhar cometendo 28 erros em uma partida deste nível".
O jogo Contra uma Lituânia que entrou em quadra com uma formação defensiva e Macijauskas no banco, os espanhóis primeiro apostaram nos chutes de três pontos. Acertaram três bolas em quatro minutos e abriram oito pontos de vantagem (11 a 3) logo no início do jogo.
A Lituânia se equilibrou com jogadas do pivô Darius Lavrinovic e perdia por 17 a 11 a pouco mais de cinco minutos do fim do primeiro quarto.
Então, a defesa espanhola começou a surtir efeito: mantiveram os lituanos sem fazer pontos por mais de cinco minutos, distribuindo tocos (só Pau Gasol deu dois nos primeiros sete minutos), roubando bolas e fazendo os rivais forçarem arremessos.
No ataque, passaram a penetrar e jogar com os pivôs. Ao fim do quarto, o placar mostrava a aula de basquete dada pela Espanha: 28 a 11.
No segundo quarto, a Lituânia viu sua seca de pontos prosseguir por mais um minuto e meio. A Espanha, que só tinha reservas em quadra, já liderava por 21 pontos (32 a 11), depois de marcar 15-0. Então, o técnico lituano Antanas Sireikas pediu tempo. A bronca do técnico lituano surtiu efeito. Na volta do pedido de tempo, a equipe atuou com mais consciência no ataque, e os arremessos caíram. Na defesa, mesmo com os titulares espanhóis de volta, o time marcou com mais afinco -por exemplo, em uma jogada, sem espaço, Pau Gasol deu um "air ball" (quando a bola não toca nem no aro) ao tentar um gancho. Com uma seqüência de 10-0, a Lituânia baixou sua desvantagem para 11 pontos (32 a 21).
Então, foi a vez de o técnico espanhol, Pepu Hernandez, parar o jogo. E, com seis pontos de Pau Gasol, um chute de três pontos de Juan Carlos Navarro e uma falta antidesportiva de Arvydas Macijauskas, o time voltou a abrir 20 pontos (45 a 25). Ao fim do primeiro tempo, a vantagem espanhola era de 17: 47 a 30.
No início do segundo tempo, o massacre espanhol continuou. Em três minutos e meio, o time marcou 10-0, com cinco pontos de Juan Carlos Navarro e outros cinco de Pau Gasol. Ambos somavam 20 pontos no jogo, e a diferença era de 27 pontos (57 a 30).
Com tamanha vantagem, os espanhóis reduziram um pouco o ritmo. Mas os lituanos, que não jogavam bem, não conseguiram se aproveitar. À exceção de Kleiza e do armador Mantas Kalnietis, nenhum deles vivia um bom dia. Ao fim do terceiro quarto, o placar estava em 65 a 42. No quarto período, o panorama da partida não se alterou, e a Espanha garantiu a vaga nas semifinais.
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