UOL EsporteUOL Esporte
UOL BUSCA

FALE COM
UOL ESPORTE

  30/08/2006 - 12h27
Gregos apostam na força da defesa para duelo com os EUA

Murilo Garavello
Enviado especial do UOL
Em Saitama (Japão)

Nesta quarta, a Grécia deu uma demonstração do poder da sua defesa contra a França, cedendo apenas 56 pontos à rival na vitória que conduziu a atual campeã européia à semifinal do Mundial. Na sexta-feira, contra os EUA, melhor ataque da competição com média de 105,9 pontos por jogo, é neste fundamento que os gregos confiam para chegar à final.

LEBRON: JOGO "A+"
Reuters
Reuters
O ala LeBron James, astro dos Cavaliers
Após a vitória sobre a Alemanha, LeBron James, que cometeu sete erros na partida e terminou com 13 pontos, recitou um discurso pronto para o que espera do jogo contra a Grécia, na semifinal do Mundial.

"Vai ser um grande jogo, porque a Grécia é um time muito bom. Precisaremos manter a defesa que fizemos hoje no segundo tempo por 40 minutos e teremos que vir com nosso jogo A+, porque é vencer ou morrer, ganhar ou voltar para casa", disse.

"Teremos de, como representantes do basquete americano, entrar concentrados e dar conta do recado", completou.
A julgar pelas atuações americanas, a marcação grega pode desequilibrar o time. Hoje, contra a Alemanha, os EUA enfrentaram principalmente uma defesa por zona. E não conseguiram atacar o garrafão rival na primeira etapa, dependendo de arremessos de longa distância. Para o técnico Mike Krzyzewski, também chamado de "K", este não é um problema.

"Acho que atacamos bem contra a defesa por zona. Fizemos os passes certos, mas falhamos nos arremessos. Como estamos falando de jogadores muito bons, tenho toda a confiança que as bolas que não entraram hoje vão cair na sexta e no domingo", disse o treinador norte-americano.

Para o sucesso dos EUA na competição, é importante que as bolas realmente caiam. No Mundial, apenas dois times marcaram mais de 70 pontos contra os gregos: a Lituânia, que fez 76 após uma prorrogação -terminou o tempo normal com 69- e o Brasil, que obteve 80. Nos últimos quatro jogos, os gregos reduziram, partida a partida, o número de pontos de seus rivais: 80 (Brasil), 69 (Turquia), 64 (China) e 56 (França).

"A defesa da Grécia é a melhor que poderemos enfrentar no mundo. Eles têm um coração enorme e jogam muito, muito duro. São verdadeiros campeões, e o jogo de sexta vai ser tremendo. Vamos ter de mostrar maturidade para ganharmos deles", prevê K, que disse conhecer há muitos anos o técnico grego, Panagiotis Yannakis. "Nos conhecemos muito jovens, lá atrás, ainda não éramos tão velhos. Ele foi um grande amigo meu e seu time tem seu espírito".

A vitória e a atuação contra a França levaram Yannakis a tecer elogios ao time. "Eles sabem que o ego vem abaixo do time. Cada vez mais, eles fazem o trabalho sujo e facilitam a vida do companheiro. Estou muito contente".

Receita para vencer os EUA? "Este time americano é muito bom, está sempre muito concentrado na partida. Se você não os marcar, vão ganhar de qualquer um. Precisamos que nossa defesa funcione. Além disso, a chave para nossa vitória será: não passar a bola nas mãos deles e apanharem rebotes. Quando fazem isso, podem enfrentar qualquer time do mundo".

Os jogadores gregos parecem ter assimilado a lição de Yannakis. Perguntados sobre o segredo do sucesso do time, nesta quarta, todos falaram sobre a defesa do time.

AFP
AFP
Diamantidis desarma Mickael Pietrus: armador lidera torneio no fundamento
"A defesa é nossa prioridade. Todos sabem que é isso que nos mantém vivos. No ataque, temos pivôs muito fortes e as coisas acontecem naturalmente", diz o ala Dimitrius Diamantidis, líder de roubadas de bola do Mundial, com uma média de 3,7 por jogo, que se diz ansioso para enfrentar os americanos.

"Vamos entrar em quadra normalmente. Não estaremos nervosos, não teremos pressão, porque jogaremos contra os melhores jogadores do mundo. Eu pessoalmente nunca joguei contra os EUA, quero ver como será", diz o jogador de 26 anos.

Já o armador Theodoros Papaloukas, escolhido para a seleção do Campeonato Europeu em 2005, é o segundo colocado no fundamento, com 2,4 roubadas de bola por jogo. Após a vitória sobre a França, o líder do time disse: "para vencer, vamos ter de nos superar na defesa. E ela é o que tem nos levado adiante nos últimos três anos. E é ela quem pode ganhar o jogo para a gente".

Papaloukas, que atua no CSKA de Moscou, vê os americanos como favoritos na partida. "Não vou dizer que não dá para vencer. Os EUA têm muita vantagem, um grande time, mas basquete é basquete e vamos fazer de tudo para conseguir a vitória".

Outro ala do time, Vasileios Spanoulis, que rouba 1,6 bolas por jogo, concorda com o favoritismo americano. "Os Estados Unidos são favoritos. È o melhor time deles em muito tempo". Negociado com o Houston Rockets, o grego também cita o poder da defesa americana "Falam muito da nossa defesa, mas a deles também é muito forte".

Leia mais

Veja também


ÚLTIMAS NOTÍCIAS
03/09/2007
Mais Notícias