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02/09/2006 - 09h33
EUA se "vingam" da Argentina e levam o bronze no Mundial
Da Redação Em São Paulo
Os Estados Unidos se recuperaram da derrota para a Grécia nas semifinais do Mundial do Japão e venceram neste sábado a Argentina na disputa pela medalha de bronze, em Saitama.
Além de um lugar no pódio, a equipe se também se "vingou" de seu algoz das Olimpíadas de Atenas-2004 e do último Mundial de Indianápolis-2002 com o placar de 96 a 81. Em ambos os torneios, os sul-americanos haviam eliminado os astros da NBA na fase dos mata-matas da disputa pelo título.
Desta feita, porém, o renovado time norte-americano se mostrou mais solto em quadra. Depois de um primeiro tempo parelho, vencido por apenas um ponto, conseguiu se distanciar no placar no terceiro período, forçando sua marcação e criando oportunidades de contra-ataque.
E foi nos contragolpes, com enterradas vistosas, que Dwyane Wade, campeão da NBA pelo Miami Heat, conseguiu boa parte de seus 32 pontos - 18 deles no último período. LeBron James também se destaacou, com 20 pontos.
Wade teve sua melhor atuação no Mundial na partida de despedida, lembrando o jogador que recebeu o prêmio de MVP (jogador mais valioso) das finais da liga norte-americana deste ano. Ele converteu 10 de seus 14 arremessos, com 100% de aproveitamento na linha de três pontos em três tentativas. Até este sábado, ele havia convertido apenas 2 de 15 arremessos de longa distância.
"Não há dúvidas que deixamos o ouro escapar. Mas nós voltamos para quadra com respeito e com a cabeça erguida. Demos um passo na direção certa", afirmou Wade. "Não importava o que aconteceu ontem. Nós tínhamos de vir aqui e vencer. Perder duas seria muito ruim."
Já o treinador Mike Krzyzewski afirmou que sua equipe não deveria ficar embaraçada pela derrota contra a Grécia, atual campeã européia. O técnico também ressaltou que a seleção norte-americana apenas iniciou seu programa que tem a medalha de ouro de Pequim-2008 como objetivo. "Perder para a Grécia não é um fiasco. Estamos tentando construir um programa para nosso país que nunca foi feito antes."
A Argentina buscava sua terceira medalha seguida em grandes competições, depois de ter ficado com a prata em Indianápolis e com o ouro em Atenas.
Desta feita, porém, a experiente equipe sofreu com o acúmulo de faltas de alguns de três titulares: sua estrela Manu Ginobili e os pivôs Luis Scola e Fabricio Oberto.
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