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11/09/2006 - 16h47
Rival da estréia brasileira, Argentina só pensa na Coréia do Sul
Da Redação Em São Paulo
A medalha de ouro conquistada pela seleção masculina de basquete da Argentina nos Jogos Olímpicos Atenas, em 2004, não coloca nenhuma pressão sobre o time feminino, que é o adversário de estréia do Brasil no Mundial, em São Paulo, nesta terça-feira. "Todos em meu país sabem que há uma diferença muito grande de nível entre o basquete masculino e feminino e não vão nos cobrar um rendimento parecido", disse o técnico Eduardo Pinto, que dirige a seleção em seu terceiro Mundial consecutivo. Enquanto jogadores como Manu Ginóbili, Andrés Nocioni, Luís Scola e Fabrício Oberto fazem sucesso na NBA e na Europa, muitas das jogadoras argentinas só podem se dedicar em tempo integral ao basquete em época de competição. "Tenho jogadoras com outro emprego pela manhã e só treinam à tarde. Há um campeonato razoável apenas em Buenos Aires, mas os salários não são altos. Não posso dizer que tenho um time totalmente profissional", disse o treinador. Para o técnico, a "decisão" da Argentina no torneio no grupo A será a partida contra a Coréia do Sul, na quinta-feira. "Acredito que nosso grupo é muito duro. Brasil e Espanha vão se classificar para a segunda fase e podem lutar por uma das quatro melhores posições do Mundial. Nós precisamos passar pelas coreanas", disse Pinto.
"Elas têm um jogo de muita velocidade e precisão nos três pontos. Precisamos marcar forte para forçar o arremesso da linha de dois pontos. Nossa chance é essa", completou.
A Argentina encara a seleção brasileira no Ginásio do Ibirapuera, às 15h15. UOL Busca - Veja o que já foi publicado com a(s) palavra(s)
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