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  12/09/2006 - 21h50
EUA atropelam a China e comprovam superioridade no Mundial

Vicente Toledo Jr.
Em São Paulo

Se já eram considerados os grandes favoritos ao título do Mundial feminino, os Estados Unidos conseguiram ampliar ainda mais essa condição nesta terça-feira ao atropelarem a China por 119 a 72, nesta terça-feira, no ginásio José Corrêa, em Barueri.

RÚSSIA TAMBÉM VENCE FÁCIL
AFP
Uma das candidatas a acabar com a hegemonia dos EUA, a seleção da Rússia também estreou com uma boa vitória no Mundial, embora tenha enfrentado um adversário bem mais fraco que a China.

Com uma atuação destacada da ala Olga Arteshina (12 pontos, 7 rebotes e 3 bloqueios), as russas bateram a Nigéria por 84 a 50, confirmando o favoritismo diante das campeãs africanas de 2005.

Segunda colocada nos dois últimos Mundiais - perdeu ambas as finais para os EUA -, a Rússia volta à quadra nesta quarta-feira para enfrentar a China, enquanto as norte-americanas encaram a Nigéria. O duelo entre as duas potências, que deve definir o primeiro colocado do grupo C, acontece na quinta-feira.
Buscando o tricampeonato mundial - venceu as duas edições do evento, em 1998 e 2002 - a seleção norte-americana foi a única a marcar mais de 100 pontos na primeira rodada. Quem chegou mais perto disso foi a Espanha, que anotou 87 pontos diante da Coréia do Sul.

"Estamos satisfeitas com o nosso primeiro jogo. Sabemos que fica muito difícil marcar a nossa equipe quando conseguimos envolver várias jogadoras no sistema ofensivo", comemorou a técnica Anne Donovan.

Todas as 12 jogadoras dos EUA pontuaram na partida, cinco delas conseguindo dez ou mais pontos - Sue Bird (20), Semone Augustus (10), Tina Thomson (17), Diana Taurasi (17) e Candace Parker (12). Diante de tamanho poder ofensivo, a maior preocupação da treinadora foi o desempenho de sua defesa.

"Costumávamos deixar nossos adversários jogar contra a gente, por isso estamos nos concentrando mais na defesa e acho que conseguimos fazer um bom trabalho nesse aspecto hoje", afirmou Donovan.

Contratado para preparar uma nova seleção chinesa para as Olimpíadas de Pequim, o técnico australiano Tom Maher não ficou desapontado com o resultado. "Acho que essa é a diferença entre as duas equipes. Nossas jogadoras foram bem, mas elas jogaram de forma maravilhosa", comentou.

O destaque individual da equipe chinesa foi a pivô Nan Chen, com 17 pontos e oito rebotes. "Os EUA têm um grande time, tentamos fazer o que o técnico mandou, mas elas são muito boas defensoras e isso fez muita diferença", revelou a jogadora de 23 anos.

Com o resultado, os EUA assumiram a liderança do grupo C do Mundial, superando a Rússia, que bateu a Nigéria por 84 a 50 (veja o quadro), no saldo de pontos. As norte-americanas voltam a jogar às 19h45 desta quarta-feira contra a Nigéria.

59%Dois pontos38,6%
50%Três pontos37,5%
81%Lances livres64,5%
41Rebotes30
19Assistências5
8Erros29
EUA 119 X 72 CHINA
O jogo
Atuais campeãs asiáticas, as chinesas ofereceram pouca resistência às norte-americanas. Abusando a força física, a equipe dos EUA impôs uma defesa agressiva que propiciou diversas oportunidades de contra-ataque.

Com isso, a seleção norte-americana atordoou a equipe da China nos minutos iniciais e assumiu o controle da partida sem maiores dificuldades. Com 3min42 por jogar no primeiro quarto, os EUA já venciam por 16 a 7.

Quando as duas equipes começaram a revezar suas jogadoras, o domínio das norte-americanas se tornou ainda maior. Tanto que a cestinha do primeiro quarto (29 a 13) foi a ala Sheryl Swoopes, reserva no início do jogo, que fez oito pontos.

No segundo período, o banco dos EUA fez um estrago ainda maior. A técnica Anne Donovan - que treina a brasileira Iziane no Seattle Storm da WNBA - aproveitou o talento de seu elenco para manter um ritmo alucinante em quadra durante todo o tempo.

A esforçada equipe chinesa bem que tentou equilibrar a partida com um jogo mais cadenciado, de jogadas trabalhadas, e até chegou a esboçar uma reação. Mas a diferença voltou a aumentar a partir da segunda metade do quarto, que terminou em 62 a 34 para os EUA.

Nem mesmo o intervalo foi capaz de desacelerar as norte-americanas, que voltaram ainda mais inspiradas para o terceiro quarto e deram um show de pontaria, solidariedade e disciplina tática.

Graças principalmente às jogadas de velocidade puxadas pela armadora Sue Bird, os EUA foram abrindo uma vantagem cada vez maior e, por muito pouco, não alcançaram a contagem centenária antes mesmo do fim do período, que terminou em 96 a 56.

O predomínio norte-americano continuou no último quarto. Mas, sem chance de virar, a cada cesta chinesa, a torcida comemorava. No fim, quase 50 pontos de diferença para os EUA, com vitória por 119 a 72.

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