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  13/09/2006 - 08h00
Brasil enfrenta algoz de 2002 para esquecer estréia

Giancarlo Giampietro
Em São Paulo

Enfrentar a Coréia do Sul nesta quarta-feira dá à seleção brasileira a chance de esquecer dois apertos. Um, vem de quatro anos: foi a equipe asiática a responsável pela eliminação do Brasil nas quartas-de-final do último Mundial, na China. O outro diz respeito à véspera: apagar da cabeça a suada vitória contra a Argentina, na estréia, no ginásio do Ibirapuera, em São Paulo

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Brasil teve estréia complicada contra a Argentina, com vitória suada por 71 a 69
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Nesta terça, a equipe bateu a Argentina por 71 a 69, apenas com uma cesta milagrosa da armadora Helen nos segundos finais. "O Brasil não vai fazer um outro jogo como esse. Agora temos que descontar na Coréia", disse a ala Janeth.

Na primeira rodada do grupo A, as sul-coreanas perderam por 30 pontos da Espanha (87 a 57). Mas o técnico Barbosa não quer ver sua seleção repetir a atuação apática. "Foi um alerta. Agora, contra as coreanas, temos de ter atenção. Em 2002, eles nos impediram de ficar entre os quatro primeiros. Precisamos de cuidado principalmente com os arremessos de três pontos", disse o técnico Barbosa.

Mas a equipe asiática traz ao Brasil um elenco bastante renovado. Em relação aos Jogos de Atenas-2004, apenas três nomes se repetem no plantel - Yeon-Ha Beon, Kwe-Ryong Kim e Ji-Sook Kang.

"Em 2002, tivemos um dos melhores resultados de nossa seleção. Mas a equipe foi trocada, as nossas líderes se aposentaram. Então chegamos aqui sem muita expectativa de vitória e sucesso. Não temos experiência e vamos nos preparar para a próxima Olimpíada", disse o técnico sul-coreano Soo Jon Yoo. "O Brasil é o melhor time."

Barbosa afirmou que quer "levantar o moral" de suas atletas. O treinador acredita que a seleção sentiu a pressão de jogar a estréia em casa e que deve estar mais solto para a segunda rodada.

"Mudamos um pouco nossa rotina nesta segunda, o almoço ficou mais perto do jogo, da hora de ir para a quadra, esse tipo de coisa. Agora, nesta quarta, não vamos mandar todas para treinar de manhã", disse o treinador, citando Janeht, Iziane, Helen e Adrianinha como nomes que serão poupados de atividade.

Barbosa também procurou diminuir a importância das primeiras partidas do torneio. "Penso que neste campeonato, você só não pode passar do cruzamento da segunda fase em quarto lugar. De resto, dá na mesma", afirmou o treinador, que só quer evitar um confronto precoce com os Estados Unidos, que estão no grupo C, em Barueri. "Não dá para escolher adversário entre França, Rússia, República Tcheca. É tudo muito nivelado. Então não adianta estressar nessa fase. O dia 20 (de setembro, das quartas-de-final) é o que importa", afirmou.

Na primeira fase, as seleções estão divididas em quatro grupos de quatro. As três primeiras passam para a segunda fase - integrantes do grupo A enfrentam as de B, e as do C encaram as do grupo D, acumulando a campanha. Das duas chaves de seis, passam as quatro primeiras para os mata-matas.

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