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13/09/2006 - 21h28
EUA se poupam e vencem Nigéria por "apenas" 33 pontos
Vicente Toledo Jr. Em Barueri (SP)
Quem foi ao ginásio José Corrêa, em Barueri, nesta quarta-feira, esperando mais um show da seleção dos Estados Unidos se decepcionou. Poupando energias para o duelo desta quinta contra a Rússia, que decide o primeiro lugar do grupo D, a equipe norte-americana teve uma exibição irregular e derrotou a Nigéria por "apenas" 33 pontos de vantagem (79 a 46).
Com um início fulminante, os EUA abriram grande vantagem no início do jogo - chegaram a fazer 19 a 1 -, mas depois desaceleraram o ritmo em quadra e apenas seguraram o resultado. Ao contrário do que havia acontecido na vitória por 119 a 72 contra a China na estréia, o jogo desta quarta-feira foi mais defensivo, e o placar, por isso, não chegou nem perto da elasticidade do triunfo sobre as chinesas.
Atual bicampeã mundial, a equipe norte-americana relaxou tanto que a Nigéria conseguiu vencer o terceiro quarto por 21 a 18. Mas apesar do esforço, as africanas não chegaram perto de colocar em risco a vitória dos EUA, que no último quarto voltaram a apertar o ritmo e aumentar a diferença no marcador.
"Acho que começamos jogando muito bem, nosso primeiro quarto foi brilhante. Depois fica difícil manter essa intensidade quando a diferença no placar se torna tão grande. Acho que a gente sofreu um pouco com isso, mas sei que nosso time pode ser melhor durante os quarenta minutos e vai ser", comentou a técnica Anne Donovan.
| 59,1% | Dois pontos | 16,7% |
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| 25% | Três pontos | 27,3% |
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| 75% | Lances livres | 69,6% |
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| 44 | Rebotes | 21 |
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| 20 | Assistências | 6 |
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| 22 | Erros | 19 |
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| 38 | Pontos do banco | 7 |
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| EUA 79 x 46 NIGÉRIA |
| Assim como na primeira partida, todas as jogadoras norte-americanas pontuaram na partida. Desta vez, porém, o destaque individual foi a ala De Lisha Milton, com 13 pontos, três rebotes e uma bola roubada. "Enfrentamos uma equipe muito forte fisicamente, tão atlética quanto a nossa, então nos concentramos em fazer um bom trabalho na defesa", disse a jogadora.
O resultado desta quinta classificou os EUA para a segunda fase do torneio, mas arranhou a aura de superioridade conquistada após o "passeio" diante da China. "Tivemos grandes momentos, mas também mostramos momentos de fraqueza", completou Milton.
Para a treinadora Donovan, a principal falha da equipe norte-americana foi o excesso de erros (22), que para ela também foi um reflexo da pouca resistência oferecida pelo adversário. "Faltou um pouco de concentração, precisamos tomar mais cuidado com a bola, mas não acredito que vamos cometer mais de 20 erros em um jogo novamente. Foram lapsos que não teríamos cometido em partidas mais apertadas", comentou.
| REEDIÇÃO DAS ÚLTIMAS FINAIS |
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| Finalistas das duas últimas edições do Mundial, EUA e Rússia fazem um duelo de gigantes nesta quinta-feira, em Barueri, em jogo que decide o primeiro lugar do grupo D. Apesar disso e da rivalidade entre os dois países, a partida pode se transformar em uma forma de "esconder" o jogo do adversário. "Talvez nenhum dos dois times queira mostrar todas as suas armas nesta fase da competição", declarou a pivô russa Maria Stepanova. |
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| LEIA MAIS | Além do relaxamento, a seleção norte-americana claramente poupou energias para o jogo contra a Rússia, uma reedição das duas últimas finais do Mundial, ambas vencidas pelos EUA (veja o quadro). Também nesta quinta, a Nigéria faz um jogo de vida ou morte com a China. Ambas vindas de duas derrotas, as equipes precisam vencer para passar à segunda fase. O perdedor estará eliminado.
"Fiquei feliz com o esforço das meninas, principalmente no terceiro quarto, mas não podemos ficar contentes porque perdemos o jogo. Agora temos que nos concentrar porque temos um jogo importante amanhã e precisamos vencer para continuar no torneio", declarou o técnico Kevin Lee Cook. A armadora nigeriana Itoro Umoh foi a cestinha da partida com 15 pontos.
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