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  14/09/2006 - 15h43
Argentina vira "sensação" no ginásio do Ibirapuera

Giancarlo Giampietro
Em São Paulo

A seleção argentina chegou ao Mundial no país sem muita pretensão. Agora, classificada à segunda fase com duas vitórias e uma derrota apertada e como líder de chave, o time vislumbra ficar entre os dez primeiros do torneio. Mas o mais inesperado é atuar com o apoio da torcida - brasileira.

ARGENTINA VENCE CORÉIA
AFP
A Argentina confirmou nesta quinta-feira a condição de principal surpresa do Mundial feminino até agora ao derrotar a Coréia do Sul por 73 a 64, no ginásio do Ibirapuera, em São Paulo, e se classificar em primeiro lugar de sua chave para a segunda fase.
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Depois de ter perdido para o Brasil apenas nos últimos instantes da estréia, as tradicionais rivais sul-americanas viram cada cesta nos triunfos contra Espanha e Coréia do Sul ser comemorada.

"Acho que isso passou a acontecer pelo modo como jogamos na primeira partida. Nós nos entregamos completamente em quadra e acho que merecemos esse suporte", afirmou a pivô Gisela Vega, cestinha contra as sul-coreanas.

Esse é apenas mais um ingrediente para uma campanha inesperada. "Ganhamos muita confiança e chegamos à segunda fase em condições que nunca havíamos imaginado", afirmou o técnico Eduardo Pinto. A Argentina cruzará com as três primeiras colocadas do grupo B.

"Vamos jogar contra uma equipe Australiana que é muito forte. Contra elas, pretendemos aprender algo. Vamos tentar jogar da melhor forma contra Lituânia e Canadá. Quem sabe nós podemos conseguir melhorar nossa décima colocação do último Mundial", disse o treinador.

Caso consiga cumprir esta meta, a Argentina terá feito sua melhor campanha no torneio desde 1957, quando ficou em nono lugar. Na primeira edição do campeonato, em 1953, ficou com a sexta posição.

A boa campanha já traz algum resultado imediato no país. Só não dá garantia de impacto no futuro. "Os meios de imprensa estão nos reconhecendo. Mas isso já aconteceu antes e, depois de um tempo, não mudou nada. Tomara que dessa vez algo aconteça", disse Pinto.

BRASIL X ARGENTINA
06 - Sul-Americano adulto
06- Copa América juvenil
06 - Copa América sub-20não foi
05 - Copa América adulta
05 - Sul-Americano juvenil
05 - Sul-Americano cadete
04 - Sul-Americano juvenil
04 - Copa América juvenil
04 - Sul-Americano cadete
TorneioBRAARG
Contexto
Terminar à frente do Brasil na primeira fase é um feito para a equipe. Em confrontos diretos, a seleção não vence a arqui-rival há mais de 50 anos. Na primeira rodada, chegaram perto, sendo superadas apenas por uma cesta de Helen a menos de cinco segundos para o fim. No contra-ataque, ainda desperdiçou uma bandeja sem marcação, que poderia ter levado a partida para a prorrogação.

O basquete feminino é o último foco de resistência brasileira contra a Argentina na modalidade no continente. E talvez esta "luta" esteja se resumindo apenas à competição adulta.

Nas categorias de base o jogo pode estar virando. A geração de 1988 e 1989 argentina venceu a brasileira nos últimos três anos.

No masculino, a situação é de completo domínio, em todas as categorias. A última vitória brasileira - sem contar os confrontos em que os rivais usaram sua equipe reserva - aconteceu em 16 de outubro de 2003, quando a seleção cadete venceu em Cucutá, na Colômbia, por 106 a 77.

Na ocasião, a equipe era liderada pelo pivô Caio Torres, hoje entre os adultos. Apesar do triunfo, o Brasil não ficou com o título. A campeã foi a Venezuela.

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