UOL EsporteUOL Esporte
UOL BUSCA

FALE COM
UOL ESPORTE

  15/09/2006 - 09h00
Iziane mostra desenvoltura na linha de sucessão da seleção

Giancarlo Giampietro
Em São Paulo

Se depender de desenvoltura e espírito atrevido, a seleção brasileira feminina vai estar em boas mãos nas próximas competições com a ala Iziane, 24.

Nilton Fukuda/Folha Imagem
Iziane é a única integrante do time titular que está longe da casa dos 30 anos
TUDO SOBRE O MUNDIAL
Única integrante do quinteto titular de Antonio Carlos Barbosa distante da casa dos 30 anos, a maranhense disputa seu segundo Mundial, com a prova de fogo de jogar em casa, e não se mostra acanhada ou reticente em dar seqüência ao processo de sucessão.

Quando Paula e Hortência pararam, Janeth ainda teve fôlego para carregar a equipe. Hoje com 37 anos, a veterana ala pretende se aposentar no Pan-Americano de 2007, no Rio de Janeiro. O que abre caminho para Iziane assumir o comando.

Ela estreou na seleção em competições internacionais na Copa América de 2001. Disputou seu primeiro Mundial no ano seguinte. "Toda a bagagem internacional que tive nesses quatro anos me deu maturidade e equilíbrio para encarar bem esse momento da minha carreira na seleção", afirmou.

Maturidade, nesse caso, não quer dizer necessariamente fria ou austera. Quem fizer essa associação, passa distante do perfil da jogadora, desembaraçada dentro e fora de quadra. Iziane responde com naturalidade qualquer coisa.

Se é vaidosa. "Pinto o olho de uma cor diferente a cada jogo, depende da cor do uniforme. Se estivermos de azul, vai de amarelo. E o contrário. É uma coisa que tenho desde pequena. Às vezes acordava e me pintava. E me perguntavam se eu ia sair, mas respondia que era pra ficar assim emc asa mesmo."

Se a estrutura da modalidade no país é precária, ela não se furtou em dizer ao UOL Esporte que fica "incomodada" com a maior atenção recebida pela seleção masculina no país. "O time masculino é visto como o carro-chefe, mas nós damos mais resultados. Isso é normal no país. Incomoda principalmente por eles não estarem com resultados bons como os nossos."

A jogadora também não disfarçou ao responder que "não sabia o que fazer" em determinadas movimentações ofensivas, pois foi a última a se integrar ao grupo, eliminada nas semifinais da WNBA. Hoje, já está mais entrosada.

"Ela fala o que pensa, mas não é arrogante. Ela é espontânea", disse o treinador da seleção brasileira.

Em quadra
Barbosa afirmou que recebeu uma jogadora modificada em mãos em agosto a ala no final de agosto, vinda dos Estados Unidos, onde atua no Seattle Storm.

"Ela chegou mais arremessadora. Ganhou um jump que não tinha antes, está sendo mais cautelosa", disse o técnico. "Mas acho que ela se descaracterizou um pouco. É uma jogadora para ser deixada solta, é o jeito que ela tem de jogar. Não pode abdicar do corte para a cesta."

O treinador aponta um movimento tático que indica esta alteração. "No contra-ataque ela está buscando sempre um lance secundário, esperando alguém chegar para acompanhá-la, e não o primário, que é partir direto para a cesta, afunilando", afirmou o treinador.

Iziane, no entanto, não acha que seu ímpeto diminuiu. "Minha função na equipe é pontuar. Vou procurar fazer isso sempre", disse a jogadora, que marcou 21 pontos na vitória contra a Coréia do Sul e 19, contra a Espanha.

"Se não cair a primeira, vai na segunda, ou na terceira", afirmou. "Agora, se não estiver caindo mesmo, aí é hora de olhar o passe e fazer assistência."

Veja também


ÚLTIMAS NOTÍCIAS
03/09/2007
Mais Notícias