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16/09/2006 - 12h42
Viagem lituana e bronca no vestiário motivam seleção
Giancarlo Giampietro Em São Paulo
Na saída para o vestiário ao fim do primeiro tempo, a seleção brasileira tinha vantagem de apenas seis pontos em cima da Lituânia. Era mais um jogo travado da equipe. Mas as jogadoras receberam uma bronca do técnico Antonio Carlos Barbosa no intervalo para despertar em quadra.
"Ele quase teve um ataque do coração. Deu uma chamada no grupo, e foi algo merecido, nós estávamos precisando.", disse a armadora Helen, que se considera a "segunda voz" do treinador em quadra.
"Tem hora que o time tem de mostrar vontade em quadra. Às vezes nós entramos desligados, e isso não pode acontecer", completou.
Na véspera, dia de folga na competição, a delegação lituana deixou a cidade de São Paulo e foi conhecer o Guarujá, no litoral paulista. O passei foi usado no sermão de Barbosa.
"Acho que isso foi um desrespeito conosco", disse o técnico, que comandou a seleção em dois treinos na sexta-feira - um pela manhã, no ginásio do Paulistano, e outro à tarde, no ginásio do Ibirapuera.
A gritaria deu certo. No terceiro período, o Brasil marcou 25 pontos e só levou 14, ficando com 58 a 41 na dianteira. Nos cinco primeiros minutos de jogo, a Lituânia fez apenas um ponto.
"Jogamos um primeiro tempo muito amarrado. Só no segundo que conseguimos mostrar alegria em quadra", disse Helen.
A ala Janeth contou ao final da partida que a seleção vive "grande momento de união". "Está muito legal, o grupo está unido, coeso", afirmou. Barbosa interrompeu a veterana e disse que esta é a "melhor seleção" com que ele já trabalhou.
"Desde meu retorno ao comando, em 1997, esta é a melhor. Em termos de jogadoras e de ambiente. Há um comprometimento muito grande com o trabalho", afirmou.
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