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  17/09/2006 - 11h15
Janeth desperta, mas Brasil perde da Austrália

Giancarlo Giampietro
Em São Paulo

O Brasil perdeu para a Austrália, neste domingo, por 82 a 73, na segunda fase do Mundial feminino de basquete. Mas, pelo menos, ganhou o "reforço" da ala Janeth, que, enfim, retomou a boa forma.

Flávio Florido/FI
Janeth comemora cesta: ala terminou a partida com 22 pontos anotados
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A veterana ala de 37 anos, que foi para a partida com média de 12,3 pontos e aproveitamento de 21,2% nos arremessos de quadra, despertou na competição e resgatou sua confiança. Marcou 22 pontos - 16 deles só no primeiro tempo. "Pro ego é sempre bom, mas eu preferia ter feito menos pontos e que a seleção brasileira tivesse vencido", disse.

Mas a australiana Penny Taylor teve jornada ainda mais brilhante, com 27 pontos e aproveitamento de 62,5% nos arremessos. Ela fez dupla com Lauren Jackson para comandar a equipe da Oceania - invicta com seis vitórias - em quadra.

"A mulher (Taylor) fez de tudo em quadra, ela teve uma precisão absurda", afirmou a ala Micaela, uma das jogadoras que tentaram parar a ala australiana.

A seleção brasileira aguarda o desfecho dos jogos da segunda rodada. De todo modo, uma vitória contra o Canadá na segunda-feira garante sua classificação para as quartas-de-final e deve lhe tirar de um confronto com os Estados Unidos.

O jogo
O Brasil chegou à partida com o segundo melhor aproveitamento de arremessos de três pontos do torneio, com 45,9%. Mas só converteu uma de dez tentativas no primeiro tempo.

Outra arma brasileira, o jogo com a pivô Alessandra, não pôde ser tão explorado devido à estatura e envergadura das adversárias. A jogadora deu apenas três arremessos no primeiro tempo.

ARBITRAGEM CONTESTADA
Caio Guatelli/FI
Técnico Barbosa faz cara feia para a árbitra norte-americana Susan Blauch durante derrota do Brasil para a equipe da Austrália.

"Tivemos três jogadas anuladas no final com faltas de ataque. Achei uma coisa extremamente ostensiva, isso me irritou porque aconteceu em um momento decisivo", afirmou Barbosa.
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Isso fez com que o time fosse carregado pela ala Janeth, que marcou 16 pontos em 20 minutos (não saiu de quadra por um minuto sequer). A veterana resgatou a confiança em seu arremesso de média distância.

No primeiro quarto, Janeth contou com o suporte da ala Iziane. Ambas marcaram seis pontos, e o Brasil venceu o quarto por 21 a 17. Um segundo fator que deixou o a seleção no jogo foi a redução do número de erros.

A Austrália, porém, voltou com formação alta para o segundo período. Fora a armadora Kristi Harrower, de 1,63m, as demais jogadoras estavam acima do 1,85m da ala Penny Taylor. Depois, o time mostrou sua versatilidade. A técnica Jan Stirling sacou uma pivô para jogar com três alas - sem perder muito em estatura - e apenas Lauren Jackson no garrafão.

As alterações táticas tiveram efeito, já que a equipe marcou 30 pontos no quarto e sofreu apenas 18. "Nosso segundo quarto foi ruim, perdemos apenas esse no jogo inteiro", disse Barbosa.

Se o Brasil tinha Janeth embalada em quadra, por outro lado não conseguiu arrumar uma forma de parar Penny Taylor, que fez 15 pontos nos primeiros 20 minutos. Mais alta e forte do que as rivais em sua posição, a jogadora pontuou de diversas formas: arremessos de longa e média distância e bandejas.

Com pouco mais de quatro minutos jogados no segundo quarto, o time da Oceania abriu sua maior vantagem (oito pontos), convertendo seus arremessos contra marcação por zona do Brasil.

No terceiro quarto, a seleção não conseguiu reverter a dinâmica da partida em seus primeiros cinco minutos. Porém, uma seqüência de falta e cesta em cima de Alessandra, um arremesso de Iziane e um erro em contra-ataque australiano permitiu que o time chegasse a 58 a 54 no marcador.

"Você tem de dar todo o crédito para eles, que reagiram quando estavam 11 pontos atrás. Não é fácil fazer isso no quarto ou quinto jogo de um Mundial", afirmou a técnica australiana Jan Stirling.

55%Dois pontos50%
21%Três pontos33%
57%Lances livres87%
27Rebotes35
10Assistências7
13Erros12
11Pontos do banco18
BRASIL 73 X 82 AUSTRÁLIA
Taylor, no entanto, voltou a entrar em ação. Nem Janeth, nem Micaela conseguiram fazer frente seu repertório, e a vantagem tornou a subir. Com 1min06s no cronômetro, Lauren Jackson girou no garrafão, converteu seu arremesso e deixou a Austrália com 12 pontos de liderança. O time fechou a terceira parcial com 68 a 57.

A defesa brasileira anulou o ataque australiano nos três primeiros minutos e proporcionou uma nova reação, chegando a 68 a 65.

Depois, contudo, a seleção teve duas faltas de ataque questionáveis marcadas: uma em cima de Iziane e outra em Janeth, que reduziram seu ímpeto e deram chance para as adversárias respirarem em quadra. As duas alas acabaram excluídas de jogo com cinco faltas, e as australianas - sérias candidatas a medalha no torneio - administraram sua vantagem.

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