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18/09/2006 - 16h45
Brasil vence Canadá e enfrenta Republica Tcheca nas quartas
Giancarlo Giampietro* Em São Paulo
Contra o Canadá, o Brasil venceu seu jogo mais fácil no Mundial nesta segunda-feira e se classificou para as quartas-de-final como o terceiro colocado do grupo E. O time enfrenta agora a República Tcheca, que ficou em segundo lugar no grupo F.
| JANETH NÃO PREOCUPA |  A ala Janeth deixou o ginásio do Ibirapuera, em São Paulo, carregada em uma cadeira de rodas. A jogadora torceu o tornozelo direito no terceiro período na vitória em cima do Canadá.
Mas a lesão não preocupa a seleção brasileira, e o elenco confia na presença da atleta nas quartas-de-final.
Empolgada com os 11 rebotes que conseguiu na partida, Janeth buscou o 12º na tábua ofensiva, com cerca de oito minutos. Mas caiu de mau jeito e sentiu a lesão. | O placar de 82 a 41 foi o mais largo do torneio para a equipe, que, antes, havia batido a Coréia do Sul por 20 pontos. Naquela ocasião, porém, a tranqüilidade na partida foi obtida apenas no segundo tempo, ao contrário do duelo contra as canadenses.
"Entramos com uma pegada muito forte. Tínhamos que chegar assim para não deixá-las jogar. Acabou sendo mais forte do que esperávamos", afirmou a ala Iziane, cestinha com 17 pontos.
O único momento de susto aconteceu com dois minutos jogados do terceiro período. Na disputa por um rebote ofensivo, a ala Janeth pisou em falso e torceu o pé direito. A atleta saiu de quadra carregada pelo médico da seleção, Carlos Eduardo Marques, já sem o tênis. Ela foi atendida atrás do banco da seleção.
Brasil e Espanha terminaramm a segunda fase com a mesma campanha, com dez pontos cada - quatro vitórias e duas derrotas. Mas as européias ganham no desempate por terem triunfado no confronto direto, ainda na primeira fase.
A seleção folga nesta terça-feira e enfrenta a República Tcheca, atual campeã européia, na quarta-feira, em São Paulo.
"Nós sabíamos que a melhor posição era ficar em primeiro ou terceiro. Segundo ou quarto seria fria", disse o treinador Antonio Carlos Barbosa.
| 55% | Dois pontos | 37% |
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| 38% | Três pontos | 19% |
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| 60% | Lances livres | 55% |
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| 37 | Rebotes | 23 |
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| 24 | Assistências | 11 |
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| 13 | Erros | 20 |
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| 31 | Pontos do banco | 11 |
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| BRASIL 82 X 41 CANADÁ |
| O jogo O treinador pôde colocar suas 12 jogadoras em quadra. A ala Karen, que atuou por oito minutos e fez dois pontos e deu duas assistências, comemorou a oportunidade. "Foi muito bom, agradeço meu tempo de quadra. Nós do banco temos de estar sempre preparadas", disse.
Iziane e Janeth começaram pontuando juntas, assim como ocorreu na partida da véspera. A veterana começou a partida com o mesmo ritmo apresentado contra a Austrália, o que é vital a continuação do torneio.
Com cinco minutos rodados, a técnica Allison McNeil teve de pedir seu primeiro tempo, com 13 a 4 para o time da casa.
A chamada em suas jogadoras forçou uma melhora apenas suave, e o Brasil continuou mandando no jogo, variando sua ofensiva entre bolas na pivô Alessandra e arremessos de longa distância, quando não conseguia encaixar seu contra-ataque.
O time só não realizou muitas infiltrações, já que o Canadá procurou marcar com zona. Mas foi em um lance desse tipo que a ala-pivô Êga definiu o placar do quarto, contra o estouro do cronômetro: 24 a 13.
A defesa brasileira teve nova boa atuação, agredindo a jogadora com a posse da bola e encarando cada corta-luz. Isso tirou o Canadá dos pontos em que se sente confortável - jogada com a pivô Tamara Sutton-Brown e o chute de três. "Nossa defesa foi fundamental para deixar a partida mais fácil", disse o técnico Barbosa.
 | Nossa defesa foi fundamental para deixar a partida mais fácil | | |  | Barbosa
| No final do segundo período, Barbosa já havia colocado uma equipe reserva em quadra. E a grata surpresa ficou por conta da pivô Cíntia Tuiu, que perdeu a posição de titular para Êga, mas converteu quatro de cinco arremessos de média distância, uma de suas especialidades. Adrianinha, Karen, Micaela e Érika completaram o quinteto que alargou a diferença para 47 a 24 ao final do primeiro tempo.
De volta com a as titulares no terceiro quarto, o Brasil conseguiu estender sua vantagem para a mais de 30 pontos. "Fiquei impressionada com a rapidez com o que o Brasil se adaptou a nossas mudanças de defesa", afirmou a treinadora canadense.
Seria uma seqüência irrepreensível não fosse a contusão de Janeth. A jogadora lutou por um rebote ofensivo e acabou se machucando na queda de mau jeito. Micaela entrou em seu lugar.
Com o jogo ganho, o treinador brasileiro tirou o restante das titulares aos poucos. Iziane foi a última a sair, no quarto período. O quarto foi vencido por 64 a 32. No curto intervalo, a armadora Helen conversou com Janeth, assim como o presidente da CBB (Confederação Brasileira de Basquete), Gerasime Bozikis.
No quarto final, a pivô Kelly entrou no lugar de Érika. Em seu primeiro arremesso, já fez a cesta. A última a jogadora a ser aproveitada, com 5min58s no cronômetro, foi a ala Sílvia Gustavo, substituindo Micaela.
No fim, 11 das 12 jogadoras do elenco pontuaram, apenas a ala Sílvia, com pouco tempo de quadra, não conseguiu fazer nenhuma cesta.
* Atualizada às 21h25
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