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18/09/2006 - 21h20
República Tcheca perde dos EUA e pega Brasil nas quartas
Vicente Toledo Jr. Em Barueri (SP)
A República Tcheca até engrossou o jogo para cima das amplas favoritas norte-americanas no primeiro tempo, mas não conseguiu evitar a derrota por 63 a 50, nesta segunda-feira, em Barueri. Com isso, as campeãs européias ficam em segundo lugar na chave F e enfrentam o Brasil, terceiro do grupo E, pelas quartas-de-final do Mundial de basquete feminino.
"Não dá para escolher adversário nas finais do Mundial. Só posso dizer que temos mais chances de vitória contra o Brasil do que contra os EUA", comentou Lubor Blazek, assistente técnico da seleção tcheca, que foi quem melhor segurou o poderoso ataque dos EUA até agora - foi a única que sofreu menos de 70 pontos. Antes, o melhor desempenho havia sido da França, que perdeu por 76 a 41.
Já as norte-americanas, que seguem invictas no torneio - assim como a Austrália -, garantiram a liderança do grupo e se preparam para jogar contra a Lituânia, que ficou em quarto lugar no grupo E. A técnica Anne Donovan elogiou o adversário desta segunda. Segundo ela, a República Tcheca deverá dar muito trabalho ao Brasil nas quartas-de-final.
"Elas têm uma defesa muito boa e jogam de forma inteligente. Sabem como cadenciar e desacelerar o jogo, e o Brasil gosta de fazer contra-ataques em velocidade. Se elas conseguiram fazer isso contra os EUA hoje, vão conseguir também contra o Brasil", comentou a treinadora, para quem o fator torcida pode ajudar a equipe brasileira a alcançar as semifinais.
Com seis vitórias em seis jogos, a seleção norte-americana confirmou todo o favoritismo com que chegou ao torneio, entrando na fase de "mata-matas" ainda mais confiante. Tanto que a ala Tamika Catchings nem se importou em esconder o tamanho de sua ignorância sobre a seleção da Lituânia, próxima adversária da equipe.
"Estamos pensando jogo a jogo. Para falar a verdade, não prestamos muita atenção nelas (lituanas). Sei que elas gostam de correr bastante e têm um bom arremesso de fora", disse a jogadora. "Conheço também uma jogadora que atuou no meu time da WNBA", completou Tamika, referindo-se à Jurgita Streimikyte, principal cestinha da Lituânia, que teve passagem pelo Indiana Fever.
Duas jogadoras lideraram os EUA em número de pontos esta noite, Candace Parker e Tina Thompson, ambas com 14 pontos cada. Diana Taurasi anotou 13, seguida por Sue Bird, com 10. Do lado da atual campeã européia, apenas Petra Kulichova chegou aos 10 pontos.
| 35,2% | Dois pontos | 29,8% |
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| 23,8% | Três pontos | 29,4% |
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| 52,6% | Lances livres | 77,8% |
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| 48 | Rebotes | 46 |
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| 11 | Assistências | 11 |
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| 12 | Erros | 22 |
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| 20 | Pontos do banco | 16 |
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| EUA 63 X 50 REPÚBLICA TCHECA |
| As duas principais jogadoras tchecas, as alas Eva Viteckova e Hana Machova, foram utilizadas menos do que o normal pelo técnico Jan Bobrovsky, já pensando nas quartas-de-final. "Provavelmente ele nos poupou um pouco porque seria um milagre nós ganharmos esse jogo de hoje", revelou Viteckova.
O jogo Ao contrário do que haviam feito em suas cinco partidas anteriores, as norte-americanas não conseguiram abrir vantagem no placar logo no primeiro quarto. Com uma defesa sólida e um ritmo de jogo bastante cadenciado, as tchecas evitaram os contra-ataques do adversário, que precisou usar outras armas para se manter na frente.
Explorando mais as jogadas dentro do garrafão com Tina Thomson e Candace Parker, os EUA venceram o primeiro quarto por 16 a 10. No segundo período, porém, a República Tcheca melhorou seu aproveitamento ofensivo, especialmente com a pivô Petra Kulichova, de 1,98 m de altura, e equilibrou ainda mais a disputa.
As campeãs européias ganharam o quarto por 18 a 15, mas ainda assim foram para o intervalo perdendo por três pontos (31 a 28). Mas as norte-americanas voltaram com tudo dos vestiários e marcaram nove pontos consecutivos sem permitir nenhum das rivais, ampliando rapidamente a diferença para 12 pontos (40 a 28).
Atordoada pelo ritmo alucinante imposto pelas armadoras Sue Bird e Diana Taurasi, a República Tcheca demorou a se reencontrar em quadra e chegou a estar perdendo por 19. No último quarto, entretanto, as duas equipes relaxaram um pouco em quadra, já pensando na próxima fase, e as européias conseguiram cortar a diferença para 13 pontos no final (63 a 50).
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