Giancarlo Giampietro e Vicente Toledo Jr.
Em São Paulo (SP)
Medalha de bronze nos dois últimos Mundiais, a Austrália confirmou os prognósticos e se classificou para sua terceira semifinal consecutiva na competição ao derrotar a França por 79 a 66, nesta quarta-feira, no ginásio do Ibirapuera, em São Paulo.
"Não jogávamos contra a França há alguns anos porque ela não se classificou para Atenas, então procuramos entrar em quadra concentradas para enfrentar uma equipe que não conhecíamos tão bem", comentou a técnica australiana Jan Stirling.
| OS NÚMEROS DO CONFRONTO |
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| 51,2% | Dois pontos | 40,6% |
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| 20% | Três pontos | 9,1% |
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| 70,3% | Lances livres | 73,3% |
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| 40 | Rebotes | 31 |
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| 12 | Assistências | 11 |
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| 15 | Erros | 9 |
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| 29 | Pontos - banco | 25 |
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| AUSTRÁLIA | ESTATÍSTICA | FRANÇA |
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Com isso, as australianas cruzam novamente o caminho do Brasil, a quem
venceram por 82 a 73 na segunda fase do torneio. As duas seleções decidem uma vaga na final às 15h15 desta quinta-feira, novamente no Ibirapuera. "Acho que vai ser um jogo completamente diferente do que jogamos há alguns dias", disse a armadora Kristi Harrower.
Há dois anos, Austrália e Brasil disputaram a semifinal das Olimpíadas de Atenas, com vitória das australianas (88 a 75), que ficaram com a prata - o Brasil terminou em quarto. Na história dos Mundiais, já são sete confrontos, com vantagem de 5 a 2 para as representantes da Oceania.
Mais uma vez, o destaque da equipe australiana na partida desta quarta-feira foi a pivô Lauren Jackson. Maior cestinha do Mundial até agora (média de 22,5 pontos por jogo), ela conseguiu um "double-double" ao marcar 19 pontos e pegar 11 rebotes, além de dar dois tocos em apenas 25 minutos na quadra.
"Sabíamos que elas seriam duras, mas perto da metade do terceiro quarto percebemos que elas não conseguiriam mais voltar para o jogo. Por isso, sem desrespeitá-las, pudemos descansar algumas de nossas principais jogadoras", completou Stirling.
Outra que teve boa atuação foi a ala Penn Taylor, com 18 pontos, quatro rebotes e três assistências. Pela seleção francesa, os destaques individuais foram a ala Sandrine Gruda, com 15 pontos, e a armadora Audrey Gillespie, com 10 pontos, seis assistências e três bolas roubadas.
O jogoAs australianas não demoraram para demonstrar em quadra a razão do seu favoritismo. Com um jogo de transição veloz e bom aproveitamento nos arremessos de dois pontos, Lauren Jackson e companhia lideraram o marcador desde os primeiros minutos.
A França, que tinha na defesa uma de suas principais qualidades no torneio, até tentou exercer uma marcação agressiva sobre o adversário. Mas a estratégia não funcionou devido ao grande número de opções ofensivas da Austrália - apenas duas das 12 jogadoras não marcaram pontos.
Com isso, a equipe da Oceania assumiu o controle da partida e foi se distanciando no placar até fechar o primeiro quarto dez pontos à frente (23 a 13). As francesas esboçaram uma reação no segundo período e deram maior equilíbrio à disputa, mas ainda assim a diferença aumentou para 14 antes do intervalo (42 a 28).
O panorama do jogo não se alterou na volta dos vestiários. Superior, a Austrália começou a administrar o resultado e a descansar suas principais jogadoras, já pensando no duelo contra o Brasil pela semifinal.
Lauren Jackson e Penn Taylor passaram quase todo o segundo tempo no banco de reservas, mas ainda assim a vantagem australiana continuou aumentando - era de 17 pontos ao final do terceiro quarto (61 a 44).
A França só conseguiu ser melhor que a rival no último quarto, quando o resultado da partida já estava praticamente definido. As européias marcaram 22 a 18 sobre as australianas nos últimos minutos, mas nada puderam fazer para evitar o placar final de 79 a 66 e a eliminação do torneio.