UOL Esporte Basquete

22/09/2006 - 09h00

Janeth descarta despedir-se da seleção no jogo de sábado

Giancarlo Giampietro e Vicente Toledo Jr.
Em São Paulo
A partida que vale o bronze, neste sábado, contra os Estados Unidos, não será a última da carreira de Janeth pela seleção brasileira. Durante o Mundial, a ala cogitou que poderia fazer sua despedida ao final do torneio, mas nesta quinta afirmou que ela será realizada apenas em 2007.

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Janeth descarta despedida e volta atenções para disputa dos Jogos Pan-Americanos
BRASIL 76 x 88 AUSTRÁLIA
PÁGINA DO MUNDIAL FEMININO
O BRASIL MERECEU PERDER?
"Será no Pan ou no Pré-Olímpico, em um dos dois. Com certeza não farei minha última partida pela seleção neste sábado. O certo é que será minha última de Mundial", afirmou.

Janeth, 37, negocia seu retorno para a WNBA. Antes de assinar com alguma franquia - o Houston Comets tem a preferência -, a jogadora tentará a liberação para os Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro. A competição, desprestigiada em cenário internacional, será realizada em julho, durante a temporada da liga profissional norte-americana.

Apesar de um torneio de despedida em casa ter mais apelo, a brasileira afirma que o retorno para os Estados Unidos é prioridade. "Já fiz muito pelo basquete brasileiro. Seria uma forma de encerrar minha carreira no exterior primeiro. Depois, volto para um campeonato interno."

O mais provável, então, é que a "saideira" de Janeth com a seleção fique mesmo para o Pré-Olímpico, que será realizado no início de setembro, no Chile. "Aí não teria problema, pois a temporada da WNBA já estaria encerrada", disse.

BRASILEIRAS NO EXTERIOR
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Helen atuará no basquete espanhol
Após o Mundial, o Brasil deve sofrer nova diáspora de jogadoras para o exterior. Mesmo com a boa campanha no torneio, a maioria das jogadoras seguirá fora do país. É o caso de Janeth, Alessandra, Iziane e Helen.
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Neste sábado, Janeth luta por sua segunda medalha em um Mundial. Não é de ouro como a de 1994, quando era coadjuvante de Hortência e Paula. "Mas não é demérito nenhum para nós, principalmente por todas as dificuldades que nós enfrentamos. O pódio seria algo muito bom se pensarmos todos os problemas do basquete feminino no país."

Para a veterana, faltou sorte para sua campanha individual no torneio. "Passei por cada coisa. É sempre assim, sempre tenho de superar algo. A uma semana da estréia, tive aquela virose que me fez perder 1,5 kg. Depois, quando ingressei na competição, acabei veio a torção. Você tem de ser muito forte."

Janeth tem média de 12,9 pontos, 6,5 rebotes e duas assistências por jogo. O destaque negativo é o baixo aproveitamento nos arremessos - 30.9% da linha dos dois pontos e 33,3% dos três pontos. Diante da Austrália, teve desempenho bastante tímido. Em 35min, anotou apenas sete pontos e pegou três rebotes. "Você fica cansada por um jogo atrás do outro", afirmou.

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