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22/09/2006 - 09h01

Destaques da seleção brasileira devem seguir fora do país

Adalberto Leister Filho, Edgard Alves e Mariana Bastos
Da Folhapress
Em São Paulo
Após o Mundial, o Brasil deve sofrer nova diáspora de jogadoras para o exterior. Mesmo com a boa campanha no torneio, a maioria das jogadoras seguirá fora do país.

"Minha prioridade é jogar no Brasil. E espero que, com esse Mundial, as coisas melhorem para o basquete feminino daqui", afirma a ala Janeth, 37, que deve se transferir para a WNBA no ano que vem. Na última temporada, ela atuou na Espanha.

Outro destaque da equipe, Alessandra, não joga há nove anos no Brasil. "Gostaria que o Brasil tivesse condições para ficar com todas nós", lamenta a pivô, que já atuou em países tão distintos como EUA, Itália, Eslováquia e Coréia do Sul. "Aprendi italiano, inglês, um pouco de coreano e até eslovaco."

Iziane, cestinha brasileira no Mundial, que atuou pelo Seattle na última temporada, tem proposta de Israel. "É uma boa oferta. Estamos analisando", diz Nicolas San Jose Garcia, agente da atleta, que trabalha com sete das 12 atletas da seleção.

Até jogadoras menos badaladas como Silvia, irão embora. A ala, pouco utilizada no Mundial, irá se transferir para o Vagos, de Portugal. Micaela, que estava na Polônia, também estuda proposta de um clube português.

Kelly, que conta com reduzidos minutos em quadra em São Paulo, deixará o Santo André para defender o Assis, da Espanha. É o clube das espanholas Pascua e Sánchez e da francesa Nathalie Lesdema, titular no Mundial.

Helen jogará no Rivas Futura, da Espanha. "Quero encerrar a carreira aqui. Já disse isso para o Grego [Gerasime Bozikis, presidente da CBB], mas não posso voltar sem estrutura e bons ginásios", afirma a armadora. "Seria bom que depois que o Mundial acabasse, todas fossem jogar no Brasil, em vez de ir para a Europa."

Grego, por sua vez, diz que é difícil competir com as ofertas européias e americanas. '"As jogadoras não são mercenárias, estão dispostas a retornar. Mas é complicado trazê-las de volta, porque lá elas recebem em euro ou dólar."

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