A derrota para a Austrália na semifinal custou ao Brasil mais do que a vaga na decisão do título. A equipe pode perder duas de suas principais pivôs para a disputa do bronze, às 9h30 deste sábado, contra os Estados Unidos. Alessandra e Érika deixaram o ginásio do Ibirapuera machucadas e sequer participaram do treino pela manhã. Se o jogo fosse hoje, ambas estariam fora.
O quadro mais preocupante é o de Alessandra, 32, que disputa o seu último Mundial pela seleção. Ela sofreu um "tranco" logo no início da partida contra as australianas e sentiu o ombro. No intervalo, tomou dois comprimidos e uma injeção de antiinflamatório para suportar as dores no ombro esquerdo e continuar jogando.
"Mal consegui dormir À noite por causa da dor e também pela tristeza da derrota. Só fui conseguir pegar no sono lá pela 1h30, mas não passei bem a noite. Meus movimentos estão impedidos. Dói muito para segurar a bola, levantar o braço. Ainda bem que não sou canhota", afirmou Alessandra, que busca sua segunda medalha em Mundiais - foi campeã em 1994.
Segundo Carlos Eduardo Marques, médico da seleção, ela tem uma tendinite traumática no bíceps, que prejudica os movimentos do ombro e do braço esquerdo da jogadora. Alessandra ainda sente muitas dores, mas quer estar em quadra neste sábado. "Espero melhorar o meu ombro hoje e poder contribuir com a seleção em quadra pelo bronze", disse.
Érika tem problemas com as unhas nos dedões dos dois pés, mas eles não a impediram de jogar contra a Austrália. Os médicos da seleção fizeram uma drenagem para tirar os hematomas formados embaixo das unhas da jogadora.
As duas pivôs ficarão sob observação até amanhã, e a participação delas só será definida momentos antes decisão do bronze. Segundo Marques, o caso depende muito das próprias atletas, da capacidade delas de suportar essa dor sem que ela afete o seu desempenho.
O time brasileiro fez apenas um treino de arremessos no ginásio do Paulistano, seguido por uma breve conversa do treinador Antônio Carlos Barbosa com as jogadoras.
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