O time de Ourinhos confirmou nesta segunda-feira seu amplo favoritismo para a conquista do 9º Campeonato Nacional de Basquete Feminino. As bicampeãs abriram 2 x 0 na série melhor-de-cinco ao vencer o Catanduva por 84 a 68, na segunda partida que disputaram em seus domínios. Agora, precisam de apenas mais uma vitória em três jogos para confirmar a hegemonia no basquete feminino brasileiro.
| DECISÃO SERÁ SEXTA-FEIRA |
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| O terceiro jogo da final do nacional feminino de basquete será nesta sexta-feira, às 20h30, em Catanduva. Caso Ourinhos vença novamente, já será campeão do torneio sem precisar da disputa do quarto e quinto jogos. |
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Na primeira partida, disputada no sábado, a equipe comandada por Paulo Bassul venceu com facilidade as visitantes por 67 a 49. A situação se repetiu na noite desta segunda, com outra excelente atuação de Chuca, que marcou 18 pontos para ser novamente a cestinha do jogo. A ala pegou ainda quatro rebotes e roubou duas bolas.
Outro destaque para o time da casa foi Lisdeivi. Além de marcar 15 pontos e pegar sete rebotes, a pivô do Ourinhos fez cinco tocos. Pelo Catanduva, a principal pontuadora foi Karla, com 13 pontos.
O time da casa tomou o controle das ações do jogo desde os primeiros minutos, com uma defesa agressiva, que praticamente impedia as ações do time de Catanduva. No ataque, o Ourinhos manteve a consistência que vem apresentando nos playoffs, com média superior a 80 pontos por partida (nenhuma das outras três equipes que participaram da fase decisiva chegaram a 70 pontos de média).
O Ourinhos fechou o primeiro tempo com uma vantagem de 17 pontos (45 a 28), mas com um problema: a contusão de Karen. "A Karen torceu o pé na metade do segundo quarto, justo no que não estava com proteção. Mas com certeza ela vai estar pronta para jogar na sexta-feira", analisou o fisioterapeuta Rodrigo Alexandre, de Ourinhos.
No terceiro quarto, contudo, as donas da casa voltaram de forma relaxada e com uma defesa por zona competente, o Catanduva chegou a derrubar a diferença para dez pontos. A reação teve recebeu um gás das atletas que vieram do banco, responsáveis por 46% dos pontos do time na partida.
Mas o jogo era todo das donas da casa. Depois de recuperar a vantagem, o Ourinhos passou a administrar o jogo no último quarto de jogo. Nocauteado e desmotivado pela larga diferença, o Catanduva não esboçou qualquer reação.
Apesar da felicidade encontrada nas duas partidas, Bassul disse que o time que dirige ainda pode ser surpreendido. "Hoje o time se superou. Tivemos uma defesa forte e conseguimos nos manter forte mesmo após perder uma atleta importante em nossa rotação no ínício do jogo", disse o treinador, sobre a saída da reserva Karen com uma lesão no pé direito faltando cinco minutos para o fim do segundo quarto.
"Não ganhamos nada ainda. Elas vão jogar em casa e a torcida do Catanduva irá lotar o estádio", avaliou Bassul. "Mas não vai ser por isso que vamos arrefecer nosso ânimo."
O discurso do técnico do Ourinhos destoa bastante do proferido pelo técnico do Catanduva, Edson Ferreto. "Podemos melhorar. Ofensivamente, não estamos cumprindo o que podemos. Todo mundo sabia que o Ourinhos seria campeão, mas temos condições de fazer melhor", disse Ferreto, para quem o jovem Catanduva "é um time em construção".