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15/05/2007 - 01h37

Suns resistem, vencem Spurs e empatam série semifinal

Da Redação
Em São Paulo
Durante três quartos, o San Antonio Spurs exibiu sua força defensiva para dominar o adversário. Mas o Phoenix Suns conseguiu se controlar em quadra, mostrou que também pode armar sua parede e derrotou os texanos, fora de casa, por 104 a 98, em uma grande virada.

Reuters
Nash tenta infiltrar, mas é cercado pelos Spurs: defesa quase derruba o ataque
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CAVS DE VAREJÃO VENCEM
A equipe de Leandrinho, desta forma, empatou um confronto marcado por confrontação física em 2 a 2 e precisa agora apenas defender seu mando de quadra para avançar à final da Conferência Oeste. Os dois times voltam a se enfrentar na quarta-feira.

Por grande parte do jogo, os Spurs cortaram o jogo de contra-ataque dos Suns, limitaram seus arremessos de três pontos, praticamente anularam o brasileiro e prepararam armadilhas para testar a visão de quadra de Steve Nash.

Na segunda metade do quarto período, porém, o jogo virou, e foi a vez de a equipe visitante barrar um ataque que até então funcionava à perfeição sob o comando do francês Tony Parker. Os Spurs anotaram apenas sete pontos nos últimos cinco minutos.

E Phoenix conseguiu oito pontos consecutivos entre 1min31s e 32s do cronômetro para concretizar uma reação que parecia improvável, deixando o ginásio calado e o pivô Tim Duncan atônito ao centro da quadra. No total, os visitantes venceram a última parcial por 32 a 18.

"Nós simplesmente continuamos no jogo, tentando e tentando. Até que roubamos algumas bolas, pegamos alguns rebotes e conseguimos", afirmou Nash, eleito o melhor jogador da liga nas últimas duas temporadas. "Poderíamos ter nos entregado em muitas ocasiões no jogo. Eles estavam muito bem e fizeram muitas cestas." O canadense cometeu oito desperdícios de bola, mas deu 15 assistências (cinco delas nos últimos oito minutos) e anotou 24 pontos.

O pivô Amaré Stoudemire marcou 24 pontos e apanhou nove rebotes. Já Leandrinho anotou 10 pontos, pegou sete rebotes, mas errou nove de 13 arremessos e cometeu cinco faltas em 32 minutos.

MAIS CONTATO
Com os Suns sustentando uma liderança de 100 a 97 a menos de um minuto do fim, o veterano ala Robert Horry atirou Steve Nash para fora da quadra, acertando o armador com seu braço esquerdo quando ele puxava a bola ao ataque para ganhar tempoo.

"Ele jogou seu corpo contra o meu. Entendo sua frustração, mas ele fez isso", disse o armador.

O lance foi apenas mais um dos momentos truculentos no duelo, causando um princípio de confusão. O ala Raja Bell partiu para cima de Horry, mas os dois não chegaram a trocar agressões. O prórpio Nash teve de ser contido por um dos árbitros para que a confusão não piorasse.

Antes do terceiro jogo, no domingo, o pivô Amaré Stoudemire havia acusado os Spurs de serem um "time sujo", apontando principalmente o ala Bruce Bowen e o ala-armador Manu Ginóbili com os mais desleais.

A NBA chegou a investigar algumas cenas de Bowen nesta segunda, mas não suspendeu o atleta. As ações de Horry e Bell, porém, podem ter outra resolução, já que o 'clima' da série só esquenta e ao menos mais dois jogos terão de ser disputados.
O triunfo pode servir como um divisor de águas no confronto entre os dois candidatos ao título. Os Spurs não perdiam em casa para os Suns, nos playoffs, há cinco jogos e, na condição de tricampeões da liga, sustentavam uma vantagem psicológica contra os rivais. Uma pressão que só aumentou quando venceram em Phoenix a primeira partida da série para tomar a vantagem do mando de quadra - que se encerrou nesta segunda.

Apesar da virada, o time do Arizona em nenhum momento encaixou seu acelerado jogo de transição. O empenho defensivo dos Spurs ficou comprovado nos números finais, mesmo após perder o controle do marcador. A equipe texana só não foi melhor do que Phoenix no aproveitamento de arremessos - de resto, foi superior nos três pontos, nas assistências e nos lances livres. Nos últimos dois anos, os Suns lideraram a NBA em todas essas categorias.

Nos três primeiros quartos, os Suns não encontraram nenhuma resposta para Parker e Duncan. Se o pivô dominou o garrafão nos duelos anteriores, desta vez foi a vez de Parker ser mais letal para os adversários. Sua rapidez com a bola e a agilidade para finalizar na bandeja se mostraram muito para qualquer marcação individual. Ele acumulou 23 pontos e sete assistências. Duncan somou 21 pontos e 11 rebotes.

O francês, no entanto, só pontuou no quarto período em quatro lances livres e não conseguiu nenhuma cesta de quadra, enquanto Duncan, atrapalhado pelo acúmulo de faltas, fez apenas seis pontos.