UOL Esporte Basquete

31/07/2007 - 11h56

Com Bassul, Claudinha pode voltar à seleção no Chile

Giancarlo Giampietro e Renan Prates
Em São Paulo
A seleção brasileira ainda não sabe se poderá contar com a armadora Adrianinha no Pré-Olímpico de Valdívia, no Chile, em setembro. Para compensar uma eventual perda, porém, o novo técnico da equipe, Paulo Bassul, deve contar com um importante retorno na posição, o da experiente Claudinha.

CBB/Arquivo
Armadora Claudinha não atua pela seleção brasileira desde o Mundial de 2002
PÁGINA DO BASQUETE
Afastada da seleção desde o fiasco do Mundial da China de 2002, a jogadora se recusou a aceitar convocações nos anos seguintes por divergências com a comissão técnica e direção da CBB (Confederação Brasileira de Basquete). Agora, com a chegada de Bassul, sua constante ausência pode ser revista.

Duas fontes da confederação e uma importante atleta da seleção medalha de prata do Pan disseram ao UOL Esporte que é grande a possibilidade da convocação de Claudinha. O novo técnico do time, que trabalhou com a veterana em Ourinhos, porém, não confirmou a informação.

"Ainda não vou falar em nome de jogadora. Fiz diversas observações. O que posso garantir é que na lista do Pré-Olímpico vão ter algumas jogadoras que não atuaram no Pan", afirmou Bassul, que esteve no Rio para assistir ao torneio de perto.

O treinador não descarta, porém, até mesmo a manutenção de Adrianinha. A armadora, que teve um de seus melhores momentos com a seleção na campanha do Pan, alegou "problemas pessoais" para não disputar o Pré-Olímpico - ela estaria por assinar valioso contrato com o Kazan, da Rússia, que dificultaria sua liberação.

"Não considero uma questão fechada ainda. Tive conversa boa com ela, que me disse que o problema dela não tem nada a ver com basquete. Inclusive já ofereci ajuda para resolver o problema", afirmou o técnico. "Ela está disposta a estar no Pré-Olímpico, mas tem alguns problemas pessoais. Espero que ela consiga solucionar estes problemas, pois ela está dentro dos meus planos para a competição. Mas preciso que ela entre de corpo e alma na competição."

Bassul assegurou que não tentará dissuadir a ala Janeth de sua aposentadoria e que terá a dupla da WNBA - a ala Iziane e a pivô Érika - no Chile. "Tenho contato direto com as atletas, que estão bem motivadas para a disputa da competição. Elas vão perder o início dos treinos, mas chegam a tempo para participarem de boa parte dos treinamentos. E o melhor é que chegam com ritmo de jogo."

"Fiz uma análise detalhada de cada jogadora. Não entro na seleção com bandeira de 'renovação total'. Quero tentar formar a melhor seleção para o momento", afirmou. "Devo chamar por volta de 16 atletas, pois gosto que elas briguem até o último minuto por uma vaga na lista final. A preparação ainda não está fechada, mas deve ter uma etapa em São Paulo e uma no Rio."

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