A derrota contra o México despertou o imprevisível time de Porto Rico no Pré-Olímpico. Nesta quinta-feira, a equipe caribenha atropelou o Panamá e venceu por 108 a 67 em Las Vegas.
Os porto-riquenhos entraram em quadra muito mais determinados e com urgência. A começar por sua principal figura, o armador Carlos Arroyo, do Orlando Magic.
Após uma atuação apagada, o talentoso - e genioso - atleta comandou seus companheiros com mão firme. Foi uma boa notícia para o técnico Manolo Cintron, que perdeu o jovem Jose Juan Barea por dois jogos de suspensão devido a um protesto exagerado contra a arbitragem na primeira rodada.
Arroyo somou 16 pontos, oito assistências e cinco rebotes. Seu desempenho lúcido deixou à ofensiva porto-riquenha bastante eficaz. A equipe teve bons aproveitamentos nos arremessos de dois e três pontos e cometeu poucos desperdícios de posse de bola.
A atuação de Arroyo refletiu no rendimento de seus companheiros. O ala-pivô Ricky Sánchez (19 pontos e cinco rebotes), "draftado" do Denver Nuggets, mas que nunca atuou na equipe, e o ala Carmelo Lee (17 pontos, cinco rebotes e quatro assistências) foram bem.
Somado a esse ataque esteve um sólido desempenho ofensivo, ancorado pela presença do gigante Peter John Ramos debaixo do aro. O irregular jogador dessa vez contribuiu com cinco bloqueios.
Outro sinal de que a derrota para os mexicanos sacudiu os ânimos dos caribenhos foi a manutenção de sua base titular no início do quarto período, quando a equipe já vencia por 76 a 51.
Porto Rico agora se prepara para enfrentar a Argentina, na terceira rodada, nesta sexta, em um embate de duas grandes forças do continente candidatas a uma das duas vagas diretas em Pequim-2008.
Pelos panamenhos, o destaque foi o ala Gary Forbes Regis. Eles agora voltam à quadra para enfrentar o México. Com duas derrotas, o time precisa de qualquer maneira de um triunfo para se manter com chances de classificação para a segunda fase no grupo A. O quinto colocado de cada chave já será eliminado da disputa.