O técnico Mike Krzyzewski já não deve ter mais dúvidas. Depois de relutar em confirmar Jason Kidd como titular antes do Pré-Olímpico, o técnico viu o armador conduzir a seleção dos Estados Unidos pelo segundo "passeio" seguido no Pré-Olímpico.
Nesta quinta-feira, com a condução segura e inventiva do armador do New Jersey Nets, a equipe norte americana bateu as Ilhas Virgens por 123 a 59, pela segunda rodada do grupo B em Las Vegas. Foi a maior vantagem do torneio até aqui.
Foi nos momentos em que Kidd esteve em quadra que o time jogou seu basquete mais plástico e, ao mesmo tempo, eficiente. Sem se preocupar com seus pontos e arremessos, o líder do New Jersey Nets deu velocidade e consistência à equipe com sua distribuição de passes para as diversas armas que tem. Seja uma "ponte aérea" na tabela para a enterrada de LeBron James ou no passe mais simples de entrada para os pivôs.
Nada contra Chauncey Billups ou Deron Williams, mas quando Kidd joga, a seleção norte-americana deslancha. No primeiro quarto, com ele, foram 42 pontos. No segundo, sem sua presença, foram "apenas" 24.
Sua presença também foi inspiradora na defesa - deu dois tocos que levantaram a torcida. Os jogadores da equipe mostraram a mesma seriedade da véspera, seja em marcação individual ou por zona. Foi muito para o atlético, porém limitado time de Ilhas Virgens.
Todos os 12 jogadores dos Estados Unidos entraram em quadra e pontuaram. Os alas Carmelo Anthony e Michael Redd foram os cestinhas, com 22 pontos. O time chegou aos 100 pontos com pouco menos de oito minutos para o fim.
Na primeira rodada, os Estados Unidos haviam vencido a Venezuela por 112 a 69. Nesta quinta, Porto Rico bateu o Panamá, no grupo B, por 108 a 67.