UOL Esporte Basquete

24/08/2007 - 23h32

Argentina mostra força e paciência para vencer Porto Rico

Giancarlo Giampietro
Enviado especial do UOL
Em Las Vegas (EUA)
A Argentina provou nesta sexta-feira que não pode ser subestimada no Pré-Olímpico, apesar de seus desfalques. Depois de perder por até 14 pontos contra Porto Rico no primeiro tempo, a equipe sul-americana trabalhou com paciência, virou e venceu por 87 a 75.

O clássico americano, entre dois candidatos a uma vaga nas Olimpíadas de Pequim-2008, foi a melhor partida do torneio até aqui, com muita pressão em cima dos árbitros. No final, os porto-riquenhos saíram complicados com a segunda derrota em três compromissos. A Argentina está invicta, com duas vitórias.

"A nossa equipe tem muita experiência, mesmo desfalcada. Cada jogador tem uma série de partidas internacionais de experiência, então não é tão difícil ter tata paciência", afirmou o técnico Sergio Hernández. "Sabíamos que era mais importante primeiro pensar em igualar o jogo do que o placar."

Animados pela vitória contra o Panamá, os caribenhos começaram a partida com agressividade, atacando os argentinos ofensiva e defensivamente. No primeiro tempo, a equipe terminou à frente com 27 a 16 com ótimas atuações de Carlos Arroyo e Elias Ayuso.

Em nenhum momento, porém, os argentinos se desesperaram. E minaram o placar de dois pontos em dois pontos, com seu ataque calcado na habilidade e sobriedade do ala-pivô Luis Scola, que marcou um "double-double": 22 pontos e 11 rebotes.

A equipe dificilmente forçou arremessos e gastou as posses de bola, sem perder seu ritmo. O ataque dentro do garrafão minou a defesa de jogo interior dos rivais. Desta forma, conseguiu carregar o gigante Peter John Ramos de faltas. Sem sua presença para defender a cesta, os porto-riquenhos ficaram vulneráveis.

"Peter é o único pivô tradicional que temos. Sem ele, fica muito difícil para nós defendermos", afirmou o técnico Manolo Cintrón.

Quando o pivô deixou a quadra no meio do terceiro quarto com quatro faltas, os argentinos assumiram a liderança e logo abriram - terminaram a parcial com sete pontos (62 a 55).

Daí para a frente, assumiram o controle do jogo com muita segurança e mesmo sem contar com performance inspirada do ala Carlos Delfino, do Toronto Raptors. Ele só se soltou no quarto final, somando 16 pontos, nove rebotes e quatro assistências.

Do outro lado, o escolta Paolo Quinteros e o armador Antonio Porta fizeram um trabalho muito mais combativo para segurar Arroyo e Ayuso. A defesa em transição também foi mais dedicada e parou com as cestas fáceis dos rivais.

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