A seleção brasileira precisou de uma "blitz" no terceiro período para se livrar de um susto e derrotar Ilhas Virgens, neste sábado, no Pré-Olímpico, por 93 a 89.
Depois de um primeiro tempo apático, no qual chegou a perder por 12 pontos, o time assumiu o controle da partida no segundo tempo e se manteve invicto em Las Vegas, em três rodadas.
O time, que contou com mais uma grande atuação de Leandrinho - autor de 36 pontos -, agora se prepara para enfrentar seu maior desafio, os Estados Unidos, neste domingo às 22h (horário de Brasília).
"Teve uma pegada a mais na defesa no terceiro quarto, o que não aconteceu no segundo. A gente deixou as Ilhas Virgens jogarem, e isso não pode, não é para facilitar para ninguém. Mudamos nossa pegada na defesa e viramos para 15 em nosso favor", afirmou o ala Alex,
uma das principais figuras da reação.
O armador Valtinho concordou ao apontar a
irregularidade brasileira. "A partir do momento em que passamos a ter uma pegada na defesa, saímos no contra-ataque e conseguimos bater para dentro", afirmou o atleta, que somou dez asssistências, quatro roubos de bola e seis pontos.
O Brasil viveu seu pior momento na competição no segundo quarto, com Nezinho, Alex, Marquinhos, JP Batista e Nenê, quando não apresentou nenhum padrão ofensivo, perdeu seu volume de jogo e permitiu que o adversário assumisse a liderança a 5min18s do fim, com 35 a 33.
A partir desse ponto, o time pareceu grogue em quadra, e nem mesmo os dois pedidos de tempo de Lula serviram para despertá-lo. A 2min10s, os caribenhos já estavam com 12 pontos de vantagem.
"O começo estava tranqüilo, depois ficou um pouco arrastado, quando não conseguimos fazer mais jogadas. Eles estavam com um aproveitamento bom", disse Valtinho. "Tentamos decidir muito precipitadamente, depois de um ou dois passes, sem trabalho em conjunto. Pecamos nisso."
Mais uma vez, os primeiros 20 minutos tiveram dez erros por parte da seleção, que havia vencido o primeiro quarto por 25 a 23. A vida só não ficou mais difícil devido aos 15 pontos de Leandrinho, que marcou dois pontos no final do segundo período após roubada de bola em defesa por pressão, e ao fraco aproveitamento nos lances livres dos rivais (45%).
Como na partida contra os venezuelanos, a seleção só deslanchou no terceiro período, defendendo de modo agressivo em cima e fora da bola. Os caribenhos não se deram bem com esse tipo de aproximação, mostrando uma condução de bola deficiente.
No ataque, o time também deixou de se contentar com os arremessos de fora e buscou o jogo debaixo da tabela, aproveitando-se de sua estatura bem mais considerável. Splitter e Murilo fizeram oito pontos juntos em cinco minutos. O time assumiu a dianteira a 6min01s.
Ilhas Virgens ainda procurou se manter no jogo, mas a agressividade brasileira só cresceu com o decorrer do quarto. Com Alex puxando a energia da equipe para cima e Leandrinho, Nenê, Valtinho e Marcelinho Machado em sua companhia, o time conseguiu a virada e uma certa folga, terminando a parcial com 73 a 63.
Os rivais não perderam o espírito competitivo, a intensidade da equipe brasileira caiu nos últimos cinco minutos do quarto período. O placar foi reduzido a três pontos de diferença a menos de dois minutos do fim, quando o time voltou a depender dos tiros de três pontos em vez de procurar jogadas mais próximas do aro. Mas os brasileiros seguraram o ímpeto do adversário, e conquistaram mais uma importante vitória na competição.