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27/08/2007 - 23h24

Desorientado e apático, Brasil apanha de Porto Rico

Giancarlo Giampietro
Enviado especial do UOL
Em Las Vegas (EUA)
A seleção brasileira entrou desorientada em quadra e sofreu sua segunda derrota no Pré-Olímpico, nesta segunda-feira. Em sua primeira partida pela segunda fase do torneio, a equipe foi derrotada pelo rival Porto Rico por 97 a 75.

DESEMPENHOS OPOSTOS
CBB/Divulgação
Ainda fora de forma, pivô Nenê foi pouco efetivo durante a partida, com seis pontos
Reuters
Já o ala-armador Leandrinho, com 34 pontos, voltou a ser o cestinha da equipe
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Essa foi apenas a segunda vitória dos caribenhos em Las Vegas - antes, eles haviam apenas superado o Panamá, que já está eliminado. O resultado, por isso, é descartado. Assim como o triunfo ante Ilhas Virgens por parte dos brasileiros, que agora enfrentam o México com duas vitórias e duas derrotas acumuladas.

Porto Rico quase fora eliminado na véspera, quando os panamenhos desperdiçaram a chance de surpreender a Argentina e caíram na prorrogação. Com a sobrevida na competição, souberam se aproveitar de uma equipe inexplicavelmente combalida.

"Foi um tropeço pesado, foi uma derrota que deixou todo mundo chateado. É visível isso. Nossa obrigação agora é a recuperação emocional", afirmou o técnico Lula Ferreira.

O garrafão brasileiro tem mais nome, mas o pivô Peter John Ramos teve uma atuação tática decisiva no início da partida e levou a melhor sobre Nenê, que ainda está longe da melhor forma física. O atleta do Denver Nuggets se integrou ao elenco na última hora e ficou cerca de três meses sem treinar.

A seleção brasileira fez um primeiro tempo em que a apatia predominou. Não conseguiu encaixar sua defesa - o ala Elias Ayuso teve liberdade para os arremessos de longa distância (24 pontos), Ramos (14 pontos e seis rebotes em apenas 12min43s) conseguia girar para cima de Nenê e o armador Carlos Arroyo não era pressionado. No ataque, as jogadas não saíram, e Marcelinho Machado e Leandrinho forçaram bolas.

A combinação resultou em 11 pontos de desvantagem - 39 a 28. Por sorte, Porto Rico não dispõe de pivôs reservas que possam dar muito descanso para o grandalhão Ramos. A equipe perde rendimento sem sua presença.

"Nada deu certo. Tudo o que foi tentado por parte da comissão técnica e dos jogadores. Por outro lado, deu tudo certo para Porto Rico. Temos de esquecer essa partida e levantar a cabeça. Fizemos poucas coisas boas. Pelo menos lutar até o fim todo mundo tentou", disse Lula.

Na volta do intervalo, Leandrinho resolveu assumir a responsabilidade e carregou a carga ofensiva. Passou a atacar com mais inteligência e marcou 14 dos 26 pontos de seu time. Ele marcou 34 pontos no total e só teve ajuda de Tiago Splitter durante o jogo. O pivô tem 15 pontos e 11 rebotes.

O ala-armador do Phoenix Suns manteve a seleção praticamente no jogo por dez minutos nesta parcial. Mas Arroyo converteu uma bola de longa distância no estouro do cronômetro e deixou o placar em 65 a 54. Depois, no quarto final, a equipe não conseguiu uma cesta por três minutos, e a vantagem logo subiu para 18 pontos.

Quando Arroyo foi para o banco, seu substituto Jose Juan Barea manteve o ritmo. E o Brasil não encontrou respostas para anular os caribenhos e nem para sua falta de agressividade.

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