A Argentina deu uma aula de basquete no Canadá no primeiro tempo e conseguiu uma expressiva vitória por 85 a 70, nesta terça-feira, pela segunda fase do Pré-Olímpico de Las Vegas.
Com uma defesa individual sufocante e uma execução impecável no ataque, liderado pelo ala-pivô Luis Scola e por Carlos Delfino, o time faz o desfalque de astros como Manu Ginóbili e Andrés Nocioni parecer mero detalhe.
O primeiro tempo argentino foi mais opressivo aos canadenses até mesmo do que o dos Estados Unidos, na primeira fase. Os sul-americanos sofreram apenas oito pontos nos primeiro e segundo quartos e, na combinação, venceram por 46 a 16 (média impressionante de apenas 0,8 por minuto na defesa).
Com exceção do ala Carl English, nenhum outro jogador do time vermelho e branco fez mais de uma cesta nesses 20 minutos. Contra os norte-americanos, a equipe havia feito 21 pontos já no primeiro quarto.
A superioridade argentina foi tamanha, que até Roman González se deu bem contra Samuel Dalembert, do Philadelphia 76ers. Quatro "scouts" da seleção norte-americana e os assistentes Flávio Davis e Guerrinha seguiram de perto o massacre, acompanhados pelo presidente da CBB (Confederação Brasileira de Basquete), Gerasime Bozikis, o Grego.
Na volta do intervalo, a Argentina desacelerou e deixou sua vantagem cair. Mas para não menos do que dez pontos. Os canadenses fizeram 24 pontos no terceiro período para escapar de um vexame histórico.
Ex-companheiro de Tiago Splitter no TAU Cerámica-ESP, Scola foi o cestinha com 23 pontos. Delfino somou 15 pontos e seis rebotes. O atleta do Toronto Raptors está em ascensão na competição e deve dar trabalho para a defesa do Brasil, que é o próximo adversário.
Os argentinos têm seis vitórias em seis jogos e agora fazem um clássico contra a seleção brasileira nesta quarta-feira, às 21h30 (horário de Brasília), em duelo que pode se repetir na semifinal, valendo uma vaga para Pequim-2008. O Canadá tem dois triunfos e quatro derrotas, e ainda briga pela quarta colocação.