Depois de muita conversa por 24 horas, a seleção brasileira se acalmou e derrotou o México por 104 a 90, nesta terça-feira, pela segunda fase do Pré-Olímpico de Las Vegas.
O time deixou para trás a derrota para Porto Rico, fez seu melhor jogo e deu um grande passo para se classificar à semifinal do torneio. A tarefa agora é fugir de uma quarta colocação, que valeria um confronto com os Estados Unidos. Para isso, basta vencer um de seus próximos jogos. Argentina, nesta quarta (às 21h30 no horário de Brasília), e Uruguai, na quinta, são os rivais.
O elenco se reuniu na véspera para conversar já nos vestiários do ginásio Thomas & Mack Center. Depois, abriu mão do treino da manhã e ficou no hotel para nova discussão. O resultado foi uma postura completamente oposta à da partida de abertura dessa fase.
"Tem uma hora que o jogador tem falar com o outro e expor suas idéias, o que é necessário para o grupo, e foi isso que aconteceu", afirmou o pivô Nenê. "A partida foi importante principalmente pela recuperação emocional do time", disse o técnico Lula Ferreira.
Os brasileiros exibiram seu melhor basquete na competição no terceiro período, quando distribuíram a bola com criatividade, disposição e sempre procuraram o passe extra que encontrou um melhor arremesso. Esse trabalho, com nove assistências em dez minutos, nocauteou a defesa mexicana.
O quinteto nesse período foi composto por Valtinho, Leandrinho (21 pontos e cinco assistências), Marcelinho Machado, Guilherme Giovannoni e Nenê e rendeu boas notícias. Machado disputou uma partida consciente e somou 11 pontos, seis rebotes e seis assistências. Giovannoni mostrou que está vivo no torneio com 11 pontos e cinco assistências. E Nenê finalizou e protegeu a cesta com autoridade até então desaparecida - acumulou 17 pontos, sete rebotes, três assistências e três tocos.
"Com certeza foi nosso melhor jogo. A gente estava buscando fazer o jogo certo e tivemos felicidade nisso. Todo mundo esteve sempre procurando o melhor arremesso no momento certo", afirmou Machado.
Na defesa, a seleção teve problemas no primeiro tempo para frear as infiltrações mexicanas. O ágil ala Romel Beck Castro foi quem mais se aproveitou desses buracos. O rendimento no retorno do intervalo subiu com maior combatividade em cima e fora da bola.
"A gente fez um primeiro tempo bom e desgastou o adversário. O Beck fez 21 pontos, mas teve de cansar para fazer isso", afirmou Ferreira. O ala somou 29 pontos.
A seleção abriu 32 pontos de vantagem a 4min52s do fim do terceiro período, com 77 a 45. No quarto final, o técnico Lula Ferreira decidiu poupar seus titulares. A diferença caiu, mas o México nunca se configurou em uma ameaça.