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30/08/2007 - 09h06

Estrela uruguaia do Pré-Olímpico ainda espera aceno da NBA

Giancarlo Giampietro
Enviado especial do UOL
Em Las Vegas (EUA)
O pivô Esteban Batista dificilmente vai aparecer nos melhores momentos da rodada com enterradas por cima de defensores como fazem Amaré Stoudemire e Dwight Howard, da seleção norte-americana. O uruguaio, porém, ao seu modo, faz seu trabalho bem feito. O que ainda não é suficiente para lhe manter o espaço na NBA.

Reuters
Batista já jogou no Atlanta Hawks, mas teve pouco espaço para se apresentar na NBA
BRASIL X URUGUAI
URUGUAIOS ESTÁ CONFIANTES
PÁGINA ESPECIAL DO PRÉ-OLÍMPICO
Batista foi o primeiro jogador de seu país a atuar na liga, quando assinou contrato de dois anos com o Atlanta Hawks em 2005. Apesar de jogar por uma das piores franquias da década, ele teve pouco espaço para mostrar suas habilidades.

A falta de impulsão e capacidade atlética seriam fatores que limitariam sua eficácia naquele campeonato. Em Las Vegas, não foram problemas. O pivô uruguaio terminou a primeira fase como o cestinha e reboteiro do torneio. Tem médias de 21,3 pontos (hoje a terceira melhor) e 12,7 rebotes (ainda a primeira, com 2,9 de vantagem para o segundo).

É uma produção providencial para o pivô, que está sem contrato. "Mas tento não pensar muito nisso. Alguma coisa virá. Hoje meu foco é tentar carregar minha equipe", afirmou. E é o que ele faz, com o suporte de um elenco modesto, igualmente em desvantagem física em relação aos adversários, mas aguerrido.

Embora procure não pensar no futuro profissional após o Pré-Olímpico, Batista confessa que sonha em continuar na NBA. "É minha primeira opção, acho que posso contribuir com algum time." Pelos Hawks, ele teve média de apenas 8,2 minutos por jogo, com 1,7 ponto e 2,5 rebote. Depois de ter entrado em quadra por 57 partida em seu ano de novato, foi utilizado pelo técnico Mike Woodson apenas por 13 vezes em 2006-2007.

Se as portas da liga norte-americanas estiverem fechadas para o jogador, uma boa oferta da Europa deve aparecer seguramente. Pelo menos é o que pensa um dirigente de um grande time da Euroliga. "Eu certamente gostaria de tê-lo no meu garrafão. Estamos observando a situação para ver o que acontece", afirmou ao UOL Esporte o diretor, que pediu para não ser identificado.

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