É a vitória ou o desastre. Nesta quinta-feira, a seleção brasileira entra em quadra sem margem de erro. Se bater o Uruguai (às 20 h no horário de Brasília), passa à semifinal do Pré-Olímpico como terceira colocada. Se perder, Pequim-2008 fica bem distante.
Após o revés de virada contra a Argentina, a equipe de Lula Ferreira precisa mais uma vez fazer um "exercício mental", nas palavras do técnico, para seguir adiante em Las Vegas.
Se terminar a segunda fase na terceira posição, o Brasil deve fugir de um confronto com os Estados Unidos na semifinal - a não ser que a Argentina apronte para cima dos anfitriões.
Agora, uma derrota significa uma catástrofe, isto é, o quinto lugar. Que renderia apenas vaga de consolação para o torneio de qualificação mundial no ano que vem, sem importar o desfecho do confronto entre Canadá e Porto Rico.
Se os canadenses vencerem, ficariam com a terceira posição. Se perderem, os uruguaios ocupariam esse posto, com porto-riquenhos em quarto e os brasileiros em quinto, devido ao desempate de quatro campanhas idênticas (todos teriam três vitórias e quatro derrotas, no caso).
"O Brasil precisava ganhar um jogo e continua precisando. Para nós, tínhamos apenas um jogo na cabeça, que era o da Argentina. Obviamente agora fica um exercício mental. É natural que em uma competição como essa a vaga fique para ser decidida no último jogo", disse Lula.
| URUGUAIOS CONFIANTES |
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| O Uruguai confia na classificação para a semifinal do Pré-Olímpico, apesar de ter pela frente o Brasil, um dos times mais fortes do torneio. "Nós os conhecemos o suficiente. Quem sabe o Uruguai possa jogar parecido com a Argentina, pelas características que nossos jogadores têm", afirmou o técnico Alberto Espasandin. Ao aguerrido time uruguaio também só interessa a vitória, já que uma derrota poderia tirar o time até mesmo da zona de classificação para o qualifying mundial do ano que vem. |
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Surpresa da primeira rodada com três vitórias, o Uruguai foi superado por Canadá e Venezuela, ambas vítimas brasileiras, nesta segunda fase. Mas trata-se de um time em ascensão. Neste ano, no Pan do Rio de Janeiro, conquistou sua
primeira medalha dos Jogos, com o bronze.
A base da equipe é a mesma dessa campanha, enquanto a seleção foi reforçada. Mas de nada vale essa tarimba se o time não cumprir em quadra com alguns fundamentos básicos do basquete e um senso de urgência. O pivô Nenê cobra novamente inteligência ao time. Na sua opinião, faltaram mais passes nos momentos decisivos contra os argentinos.
"Precisamos olhar para quem está livre, sem prender muito a bola. Também tivemos um problema todo foi a atitude que não pode acontecer. Eles vieram com muita força, com um jogo mais físico e agressivo na infiltração. E nós ficamos passivos. Em vez de atacar eles e explorar as faltas, ficamos vendo o jogo deles", disse.