O Uruguai tem seu último desafio no Pré-Olímpico de Las Vegas, contra a seleção brasileira. Ao aguerrido time uruguaio também só interessa a vitória nesta quinta-feira, em Las Vegas.
Uma derrota pode tirar o time até mesmo da zona de classificação para o qualifying mundial do ano que vem. Eles precisariam ficar na torcida contra Porto Rico. "Sabemos que é difícil jogar contra o Brasil, mas é a última esperança que temos", afirmou o armador Martin Osimani.
As seleções sul-americanas já se enfrentaram três vezes este ano, com três triunfos brasileiros. "Vai ser uma partida dura. Obviamente que o Brasil tem uma grande equipe, mas o Uruguai tem uma possibilidade de se classificar e vai lutar por ela", disse o técnico Alberto Espasandin. "Nós os conhecemos o suficiente. Quem sabe o Uruguai possa jogar parecido com a Argentina, pelas características que nossos jogadores têm."
Esse retrospecto, porém, não desanima o armador titular uruguaio. "Foram todos jogos distintos. Nos primeiros amistosos, não estávamos completos. E o time do
Pan do Brasil também é bem diferente desse aqui", disse.
Para Osimani, o segredo de um triunfo é controlar a velocidade da partida. "Vamos tratar de fazer nosso jogo. O problema muito importante é o contra-ataque, que temos de amputar para ganhar", disse. "Temos de jogar uma partida lenta, com poucas posses de bola, pouco corrida, sem deixar os atletas de perímetro do Brasil correr. Porque é disso que eles gostam: correr, correr e correr."
Se o Uruguai bater o Brasil, ficará com a terceira colocação se Porto Rico bater o Canadá, enquanto uma vitória canadense nesse duelo deixaria o time com a quarta posição.