O ala-armador Leandrinho é o cestinha do Pré-Olímpico, com 23,5 pontos de média, e está a uma partida de conseguir uma vaga nos Jogos de Pequim-2008. Ainda assim, ele não consegue sorrir.
Um dos destaques da seleção brasileira, o atleta do Phoenix Suns não dá entrevistas há quatro dias. Comunicou à assessoria da CBB (Confederação Brasileira de Basquete) seu desejo de ficar à margem e silenciou após a derrota para Porto Rico, na segunda-feira.
A questão, porém, não se limita a falar, ou não, com jornalistas. Em quadra, o ânimo de Leandrinho, notoriamente um dos jogadores mais alegres da seleção, também não parece o mesmo.
Durante pedidos de tempo, o paulistano tem procurado ficar em separado na maioria das vezes. Quando fez suas cestas, pouco se entusiasma. E, embora seja visível a sua frustração, ninguém na seleção se arrisca a dizer qual o problema que ronda uma das grandes apostas da jovem equipe brasileira.
"É difícil porque a gente passa por momentos duros. É aquela hora em que a gente sempre fica para baixo. Mas sempre vai ter alguém para chegar e reanimar. Não é fácil, o torneio é complicado. Quando não jogamos do jeito que esperamos, fica meio para baixo", disse Nenê, integrante da seleção mais próximo ao atleta dos Suns.
Nem mesmo os 32 pontos que anotou na partida decisiva contra o Uruguai, nesta quinta-feira, serviram para levantar a cabeça do jogador. "Mas está tudo bem. Ele fez 30 pontos, ganhamos, e espero que ele esteja feliz no próximo jogo", comentou Nenê.
Leandrinho se calou após a derrota de impacto para Porto Rico e um encontro exclusivo entre os integrantes da seleção já nos vestiários do ginásio Thomas & Mack Center, em Las Vegas, na segunda-feira. Na reunião, os jogadores procuraram apontar o que cada um acreditava que estava errado no plano tático e técnico da equipe.