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31/08/2007 - 09h03

Magic Johnson elogia EUA, mas vê barreira para "Dream Team"

Giancarlo Giampietro
Enviado especial do UOL
Em Las Vegas (EUA)
A seleção norte-americana impressionou seus rivais nas oito primeiras rodadas do Pré-Olímpico. A química entre jogadores já celebrados como Kobe Bryant e Jason Kidd e astros emergentes como LeBron James e Carmelo Anthony resultou em atropelos em Las Vegas.

Reuters
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PÁGINA DO PRÉ-OLÍMPICO
Para o ex-armador Magic Johnson, porém, ainda falta muito para que a atual equipe possa ser colocada no mesmo patamar do "Dream Team" que tomou de assalto os Jogos de Barcelona-1992.

"Esses atletas são muitos bons, mas acho que ninguém vai conseguir reunir o que tivemos naquela equipe", afirmou o legendário ídolo do Los Angeles Lakers. "O que eles têm feito aqui é incrível, mas o importante é que consigam isso também nas Olimpíadas."

Os Estados Unidos reformularam a estrutura da seleção norte-americana após a perda do ouro e o terceiro lugar em Atenas-2004. O ex-proprietário do Phoenix Suns, Jerry Colangelo, foi nomeado o gerente geral para reconstrução da equipe. Seu primeiro passo foi procurar alguns dos grandes destaques da NBA para tentar assegurar o comprometimento deles com o projeto olímpico da confederação.

"Considero que essa equipe tem muito mais poder de fogo do que as mais recentes", disse Johnson. "É um time que também defende melhor e corre bem no contra-ataque."

Ao mesmo tempo em que fez o recrutamento, Colangelo anunciou Mike Krzyzewski como chefe de uma supercomissão técnica, composta também por Mike D'Antoni, mentor do plano de jogo frenético atual dos Suns, Jim Boeheim, especialista em marcações por zona na universidade de Syracuse, e Nate McMillan, do Portland Trail Blazers e conhecido por sua seriedade no trato com os jogadores.

Na primeira etapa desse projeto, o time teve de se contentar novamente com a medalha de bronze no Mundial do Japão, no ano passado. Mas o plano seguiu em curso, sem bruscas alterações devido ao resultado.

No Pré-Olímpico, Kidd, Bryant e Michael Redd se integraram ao elenco e fortaleceram pontos fracos - experiência na armação, liderança e arremesso de longa distância - para dar mais confiança no projeto de retomada. A essa altura, os Estados Unidos primeiro se contentam com um ouro. A discussão sobre um novo time dos sonhos fica para depois.

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