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31/08/2007 - 10h30

Seleção descansa em Las Vegas após 7 jogos e oscilações

Giancarlo Giampietro
Enviado especial do UOL
Em Las Vegas (EUA)
Depois de sete jogos em sete dias, a seleção brasileira tem esta sexta-feira de folga para descansar e se preparar para a decisão de uma vaga olímpica com a Argentina.

A equipe sofreu três derrotas na fase classificatória, mas conseguiu cumprir o objetivo de se alcançar a semifinal, evitando um confronto com os Estados Unidos. "A gente teve altos e baixos. Não conseguimos jogar sempre do modo que queríamos. Mas chegamos para a semifinal com a Argentina, que a gente esperava. Agora é botar tudo para valer nesse jogo", afirmou o pivô Tiago Splitter.

A única atividade com bola do dia está marcada para 19h30, em treino no Thomas & Mack Center, a menos de 24 horas do confronto com os arqui-rivais. "A gente tem de descansar, a maratona foi puxada. Mas desde já temos de nos concentrar no que vamos fazer e pensar nas estratégias", afirmou o ala-armador Marcelinho Machado.

Além desse trabalho em quadra, o time fará uma sessão de análise tática dos argentinos, com exposição em vídeo. "São duas coisas importantes nesse momento. Uma é o preparo emocional, que é o principal. A outra é a recuperação física porque o desgaste de competição é muito grande. Cada um deve fazer sua preparação. Primeiro você tem fazer uma preparação consigo mesmo", disse o técnico Lula Ferreira.

O treinador acredita que o time chega calejado para a partida decisiva. "O Brasil fez sua parte. Teve alguns tropeços, mas eles ajudaram o time a se amadurecer. O importante foi manter o equilíbrio emocional. Os jogadores fizeram o que tinha de fazer com o entendimento entre eles, o que é absolutamente fundamental."

Lula, porém, tem de lidar com algumas questões antes da partida essencial. Nesta quinta, como mostrou a "ESPN Brasil", o armador Nezinho se recusou a entrar em quadra para os minutos finais da vitória em cima do Uruguai. O ala-armador Leandrinho não mostrou sua alegria costumeira nos últimos três jogos.

Do lado dos atletas, o discurso que predomina é o de que a vaga olímpica está acima de tudo. "Agora é tudo ou nada, é guerra. A gente está muito afim dessa vaga. Falta um só", afirmou o pivô Murilo. "Com certeza, será o jogo da nossa vida e vamos fazer de tudo para ganhar a partida", completou o pivô Nenê.

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