O pivô Tiago Splitter fez críticas duras contra o ala Marquinhos, neste sábado, depois da derrota da seleção brasileira sobre a Argentina, na semifinal. O revés evitou a classificação direta da equipe para Pequim-2008. Sua última chance é o Pré-Olímpico mundial, em julho do ano que vem.
De volta ao Brasil com uma luxação na mão esquerda, o ala afirmou que o elenco teria se rebelado contra a comissão técnica e decidido assumir o comando. O catarinense negou que isso tenha acontecido.
"O que ele falou sobre o grupo unido é certo. Que o grupo tinha alguma coisa contra o Lula é mentira. Ninguém estava fazendo nada contra o Lula. A gente estava fazendo tudo o que o Lula pedia. O Lula falava, e ninguém mudava jogada. Isso é uma coisa impossível até porque ia se notar na quadra. Tudo o que a comissão passou, a gente tentou fazer. Infelizmente não deu certo", disse.
Splitter considera que Marquinhos "não teve uma atitude de jogador da seleção brasileira" e que ele estava frustrado por não receber tempo de quadra em Las Vegas. Algo que o próprio ala admitiu e que o forçaria a recusar uma nova convocação.
"O Marquinhos foi bastante infeliz nas declarações que ele fez. O grupo estava unido, de uma forma bem positiva. Não tinha nenhum problema com a comissão técnica, todo mundo estava querendo fazer o que o Lula passava para a gente e tentar ganhar o jogo, sem que o que aconteceu fora da quadra nos atrapalhasse", disse.
Já o ala-armador Marcelinho Machado, capitão da equipe, disse que não ia comentar as declarações. "Ele que falou, ele tem de comentar ou comprovar o que disse. Ele que tem de responder."
O pivô foi um dos poucos atletas da seleção que apresentou desempenho consistente no torneio e que não se esquivou de entrevistas durante a semana conturbada da equipe.
"Ninguém queria estar nessa situação agora. A gente tinha tudo para conseguir essa vaga. A gente fez um esforço enorme. O grupo está bastante abatido", completou.