A seleção brasileira se despediu do Pré-Olímpico de Las Vegas, neste domingo, com sua quinta derrota nos últimos sete jogos. Na disputa pelo terceiro lugar em Las Vegas, a equipe foi superada por Porto Rico por 111 a 107.
 Em sua melhor partida no Pré-Olímpico, JP Batista fez 17 pontos e pegou três rebotes |
FOTOS DA PARTIDA |
O revés encerra a campanha brasileira de forma melancólica. Praticamente completa - só o ala-pivô Anderson Varejão não se apresentou -, a equipe chegou aos Estados Unidos com muita esperança de voltar às Olimpíadas. Teve de se contentar com a quarta colocação, com cinco vitórias e cinco derrotas.
Apesar de sua aparente falta de significado, o confronto tinha valor para longo prazo. Com o triunfo, Porto Rico teoricamente se encaminha para um grupo mais fácil no Pré-Olímpico mundial do próximo ano, sendo o mais bem classificado das Américas.
A seleção foi para quadra apenas com dois pivôs tradicionais - Tiago Splitter e JP Batista. Nenê sofreu um estiramento muscular na panturrilha direita na véspera e Murilo foi poupado devido a dores no pé direito. Mas foi na marcação de perímetro que o time sofreu mais, com a experiente e entrosada dupla formada por Carlos Arroyo, 30 pontos, e Elias Ayuso, 39, em um dia inspirado.
O Brasil teve dificuldade para encontrar motivação em quadra. Começou a partida de modo desatento e já ficou atrás do placar por 14 pontos ao final do primeiro quarto (26 a 12). Uma reação ainda foi esboçada no segundo quarto, no qual empataram em 36 a 36 a três minutos do fim, mas esse foi seu único bom momento.
| Presidente da CBB, Grego fez consultas com dirigentes brasileiros em Las Vegas, para avaliar o trabalho tático da equipe no torneio. Discutiu também o nome de possíveis substitutos para Lula Ferreira e se mostrou receptivo à idéia de contratar um treinador estrangeiro. Outro nome forte é José Neto, da seleção sub-19, quarta colocada no Mundial. |
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| TÉCNICO ESTRANGEIRO? |
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O primeiro tempo terminou com placar de 48 a 43, e a vantagem só cresceu na volta do intervalo, quando Ayuso e Arroyo só não fizeram chover em quadra. Marcados ou totalmente livres, não houve diferença para os astros porto-riquenhos. A parcial terminou em 81 a 69.
Os brasileiros ainda voltaram a buscar a virada no quarto final. A 36s6 do fim, Splitter, mais uma vez o destaque do time, com "double-double" de 19 pontos e 13 rebotes, completou uma enterrada que deixou o marcador em 101 a 97.
O Brasil chegou a ficar a dois pontos de Porto Rico, com um arremesso de Alex, mas Ayuso, Arroyo e Carmelo Lee converteram seus lances livres. Com isso, as bolas de três de Marcelinho e Alex foram insuficientes.
O armador Nezinho, que se recusou a entrar em quadra contra o Uruguai, no encerramento da segunda fase, foi utilizado pelo técnico Lula Ferreira.