UOL Esporte Basquete

02/09/2007 - 21h46

Dominantes, EUA batem Argentina e ganham título após 4 anos

Giancarlo Giampietro
Enviado especial do UOL
Em Las Vegas (EUA)
Os Estados Unidos não encontraram resistência no Pré-Olímpico. Neste domingo, os anfitriões derrotaram a Argentina por 118 a 81 e conquistaram o título em Las Vegas com uma facilidade com a qual há muito tempo não lidava.

Reuters
Anthony fez 16 pontos contra Argentina, mas foi o segundo cestinha dos EUA no Pré-Olímpico, com média de 21,2 pontos/jogo
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A seleção norte-americana não conquistava um título desde a última edição do torneio, em San Juan, há quatro anos. De lá para cá, ficou apenas com o bronze nas Olimpíadas de Atenas-2004 e no Mundial do Japão no ano passado e com o quarto lugar na Copa América de 2005.

Embora não tenham enfrentado adversários de muito renome, o time encarou a competição com seriedade em uma tentativa de construir uma base para os Jogos de Pequim-2008.

Na decisão, o time usou uma seqüência de 18 pontos sem resposta dos rivais no final do primeiro quarto e início do segundo para se distanciar dos sul-americanos e evitar qualquer susto no ginásio Thomas & Mack Center. Ao final desse embalo, o time tinha vantagem de 38 a 14.

A Argentina ainda conseguiu equilibrar a partida na seqüência, mas o esforço foi apenas suficiente para evitar uma vitória mais acachapante. Em nenhum momento foi uma ameaça.

A forte defesa norte-americana forçou muitos erros de arremessos dos rivais e ativou seu contra-ataque. Com quadra aberta, LeBron James, Kobe Bryant e Carmelo Anthony puderam levantar a torcida em muitas jogadas de plasticidade.

Companheiro de Anderson Varejão no Cleveland Cavaliers, James foi o cestinha do confronto, com 31 pontos (recorde da equipe). Bryant deu oito assistências.

Após os tropeços em Atenas e de uma experiência frustrada sem atletas da NBA em 2005, a confederação do país resolveu reformular seu processo de seleção. O projeto para retomar a hegemonia no basquete é guiado por Jerry Colangelo, ex-proprietário do Phoenix Suns. O dirigente e o técnico Mike Krzyzewski conseguiram o comprometimento de um grupo de jogadores por três anos. Em Las Vegas, a equipe mostrou que já desfruta de um melhor entrosamento.

Se os norte-americanos não enfrentaram nenhuma das potências mundiais (a Argentina estava desfalcada de sete atletas), eles ao menos cumpriram sua parte de modo dominante. Seu saldo de pontos foi de 39,5 em dez jogos.

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