A armadora Claudinha joga nesta quarta-feira sua primeira partida oficial com a seleção em cinco anos. Ausente da equipe desde o Mundial de 2002, a veterana aceitou retornar ao time com a chegada do técnico Paulo Bassul. Diante de uma equipe bem reformulada, a jogadora assumiu a função de capitã.
 Claudinha supre ausência de Adrianinha |
"Tenho consciência do meu papel como armadora e capitã. Estou muito feliz em voltar e farei o possível para ajudar essa renovada equipe a alcançar bons resultados. A ansiedade é grande, mas estou tranqüila, confiante no potencial desse grupo e no trabalho de preparação realizado", disse a jogadora, de 32 anos.
O retorno de Claudinha foi providencial para Paulo Bassul, que havia perdido a veloz Adrianinha. Destaque na campanha da medalha de prata no Pan-Americano do Rio de Janeiro, a atleta pediu dispensa do Pré-Olímpico alegando "problemas pessoais". Esse desfalque, aliado à aposentadoria de Helena da seleção, poderia deixar o estreante técnico em uma situação difícil para organizar seu time.
Com Claudinha, a seleção ganha uma figura para dar estabilidade em meio ao intenso estilo que Bassul deseja dar à equipe - com uma defesa agressiva e rotação constante entre as atletas. O primeiro passo para essa reformulação será contra a Argentina, na rodada inicial do grupo A do Pré-Olímpico.
"Quanto à estréia, precisamos nos concentrar e fazer o que treinamos, pois temos tudo para começar a competição com o pé direito", disse a veterana.