UOL Esporte Basquete

26/09/2007 - 09h01

Seleção tenta desbancar EUA com jogo remodelado por técnico

Da Redação
Em São Paulo
Para tentar derrubar os Estados Unidos no Pré-Olímpico do Chile e conseguir uma vaga direta para os Jogos de Pequim-2008, a seleção brasileira conta com a chacoalhada promovida por seu técnico estreante, Paulo Bassul.

Em menos de dois meses de preparação para torneio de Valdivia, que começa nesta quarta-feira, o treinador pôs a equipe de ponta-cabeça. A estréia contra a Argentina, às 20 h (horário de Brasília), será o primeiro medidor dessas mudanças. Chile e México são os outros rivais do grupo A.


EFEITO BASSUL
Gaspar Nóbrega/Divulgação/CBB
Bassul estréia na seleção adulta
Preparo físico: ênfase para melhorar condicionamento do elenco, pois visa escalar um time mais veloz e intenso na defesa, com rodízio constante.
Cortes: abriu mão de jogadoras já firmadas, como Érika (que chegaria em cima da hora) e Kelly, por julgar que a pivô estava fora de forma.
Equipes masculinas: colocou a seleção para treinar contra times masculinos de base, em vez dos "manjados" testes contra rivais sul-americanos.
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Apesar de manter o discurso de que todos rivais devem ser respeitados, o time conta com uma campanha sem sustos em que o grande desafio seria superar as norte-americanas na decisão do torneio.

Do seu lado, Bassul reconhece o favoritismo das rivais, mas em nenhum momento toma o revés como garantido. "Acredito de verdade que podemos vencer, mas tem de ser no coletivo. É o que estou tentando incluir", disse.

Esse coletivo almejado pode se revelar de modo revigorado. Mesmo com a despedida de figuras emblemáticas, o técnico não titubeou em abrir mão de outras duas - as pivôs Kelly e Érika - que não se adequaram de imediato à nova ordem que pretende dar ao time. "Aqui não há direito adquirido", disse.

Ele espera um jogo intenso, sem permissão para descanso na defesa e de trocas constantes. Esse foi o padrão de partidas amistosas contra equipes masculinas de base. A estratégia segue os moldes da campanha do vice-campeonato mundial sub-21 de 2003, na Croácia. Na ocasião, suas comandadas conseguiram o último pódio e único da década em competições desse patamar para o basquete brasileiro.

Para resgatar esse jogo, o preparo físico se tornou crucial. Uma nutricionista foi contratada. E a novidade surtiu efeito - a pivô Graziane, rumo a sua primeira experiência como titular do time, perdeu 5 kg e 10% de massa gorda.

Até quem ficou fora do grupo final resolveu elogiar o técnico, como a pivô Flávia, do Catanduva, barrada na hora do corte. "Num primeiro momento, fiquei muito decepcionada. No entanto, vi coerência na decisão. Ele tem desenvolvido um trabalho totalmente diferente, com planejamento. Trata todas de forma igual e joga quem está realmente bem", disse a atleta do Catanduva ao jornal "Notícia da Manhã".

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