UOL Esporte Basquete

29/09/2007 - 22h35

Brasil perde para Cuba, e Bassul falha em seu primeiro teste

Da Redação
Em São Paulo
O primeiro torneio da era Bassul na seleção feminina de basquete não vai terminar como o treinador gostaria. Neste sábado, o Brasil perdeu para Cuba por 69 a 67 na semifinal do Pré-Olímpico de Valdívia, no Chile.

Agora, as brasileiras enfrentam a Argentina pelo terceiro lugar da competição. Cuba, por sua vez, enfrenta neste domingo os Estados Unidos pela vaga nas Olimpíadas de Pequim.

Como o time masculino, resta à seleção feminina buscar uma vaga no Pré-Olímpico Mundial, no ano que vem. A tarefa das garotas de Bassul, porém, promete ser muito mais fácil do que a dos homens brasileiros. Serão cinco vagas para 12 times. Entre os homens, apenas os três primeiros se classificam.

Em sua estréia pela seleção, Paulo Bassul pretendia mostrar uma equipe com muita marcação. O que se viu no Chile foi isso. O ataque, porém, ficou dependente de Iziane. Neste sábado, a cestinha não foi bem.

Errando muitos arremessos e sem confiança nas infiltrações, ela foi presa fácil para as cubanas. No último minuto, ela mostrou desconcentração. Errou dois lances livres que poderiam colocar o Brasil em vantagem. Na sequência, ainda perdeu um arremesso a menos de dez segundos que poderia dar a vitória ao Brasil.

O time brasileiro inteiro não conseguiu achar seu jogo ofensivo. No terceiro quarto, que definiu o jogo, as brasileiras insistiram em arremessos de longe, sem conseguir penetrar na defesa por zona cubana.

O primeiro quarto também mostrou isso. Nos dois primeiros ataques, dois erros, incluindo uma falta de ataque da Graziane. Cuba seguiu na frente do placar até a metade do período, com contra-ataque convertido por Micaela. O Brasil se sustentava com a forte defesa e fechou com três pontos de vantagem.

O segundo quarto foi melhor e, com seis minutos, após dois contra-ataques, o Brasil finalmente abriu. O técnico cubano, Alberto Zabala, tentava parar as brasileiras alternando marcação por zona e individual. Mas, ao final dos primeiros dois quartos, o Brasil saiu vencendo por 31 a 24.

Após o intervalo, Cuba voltou marcando melhor e abriu o período com seis pontos seguidos. O Brasil se manteve em vantagem, graças a bolas de três pontos de Micaela e Franciele, mas ainda assim tinha problemas no ataque.

No final do quarto, foram sete ataques errados brasileiros e Cuba virou o placar. Após três quartos, Cuba vencia por 55 a 46. A euforia cubana com a vantagem era tanta que, quando o cronômetro zerou, todas as reservas entraram em quadra para comemorar, mesmo com um quarto restante.

O último período começou com os mesmo problemas brasileiros. Mas, com Micaela esforçada na defesa, o Brasil conseguiu, em contra-ataques, encostar no placar. No último minuto, quem apareceu foi Grazi.

Em jogada no garrafão, ela colocou o Brasil a um ponto das rivais, com 68 a 67. Na defesa, pegou um rebote e armou o contra-ataque que terminou nas mãos de Iziane, que levou a falta. A cestinha, porém, perdeu duas chances de colocar o Brasil à frente.

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