A temporada 2007-2008 da NBA enfim se alinha à ordem recente da modalidade e põe mais argentinos do que brasileiros em suas quadras. É a primeira vez que o fenômeno acontece desde o ingresso de Manu Ginóbili e Nenê à liga em 2002.
| EXPERIÊNCIA X POTENCIAL |
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| Temporada | ARG | BRA |
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| 2002/03 | 1 (Ginóbili) | 1 (Nenê) |
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| 2003/04 | 1 (Ginóbili) | 2 (Nenê e Leandrinho) |
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| 2004/05 | 3 (Ginóbili, Nocioni e Delfino) | 4 (Nenê, Leandrinho, Varejão e Baby) |
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| 2005/06 | 4 (Ginóbili, Nocioni, Oberto e Delfino) | 4 (Nenê, Leandrinho, Varejão e Baby) |
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| 2006/07 | 5 (Ginóbili, Nocioni, Oberto, Herrmann e Delfino) | 5 (Nenê, Leandrinho, Varejão, Baby e Marquinhos) |
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| 2007/08 | 6 (Ginóbili, Nocioni, Oberto, Scola, Herrmann e Delfino) | 3 (Nenê, Leandrinho e Marquinhos) |
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Os vizinhos sul-americanos fazem valer, no campeonato que se inicia nesta terça, o currículo do ouro olímpico de Atenas-2004 e de vice no Mundial de 2002 e serão representados por seis jogadores, o dobro do contingente nacional, enfraquecido pela saída de Rafael "Baby" Araújo para a Rússia e pela batalha contratual entre Anderson Varejão e o Cleveland Cavaliers.
MVP (jogador mais valioso) do Pré-Olímpico de Las Vegas, após destroçar a seleção de Lula Ferreira, o ala-pivô Luis Scola é o último argentino a desembarcar na liga norte-americana. Ele vai defender o Houston Rockets e chega como grande aposta da equipe para fazer parceria com o chinês Yao Ming.
Com a contratação de Scola, maior cestinha da Euroliga, o país tem praticamente todo seu quinteto titular do time campeão olímpico na NBA. Só está fora o armador Pepe Sánchez, que já defendeu Philadelphia 76ers, Golden State Warriors e Detroit Pistons na década de 90 e hoje está no Barcelona. Para compensar a ausência, o sexto homem dessa seleção, o ala Walter Herrmann, engrossa a lista.
A principal figura da legião argentina naturalmente é o ala-armador Manu Ginóbili, tricampeão pelo San Antonio Spurs e figura essencial para a franquia texana. Sua habilidade individual e capacidade decisão é muitas vezes a válvula de escape ofensiva da equipe.
Já o ala Andrés Nocioni, no Chicago Bulls, e o pivô Fabricio Oberto, também nos Spurs, não possuem status de astros. Se não desempenham funções pouco cultuadas por torcedores, por outro lado são admirados pelos técnicos pela dedicação à defesa, ao rebote e a pequenos detalhes que podem decidir um jogo.
Por fim, os alas Carlos Delfino, no Toronto Raptors, e Herrmann, no Charlotte Bobcats, ainda aguardam um papel mais claro. Na franquia canadense, após transferência do Detroit Pistons, Delfino concorre ao posto de titular na ala. Seu compatriota teve ótimo fim de campanha em 2006-2007 em Charlotte, mas está de volta ao banco de reservas.
Do lado brasileiro, Leandrinho é figura renomada no Phoenix Suns, mas atrás do armador Steve Nash, do ala Shawn Marion e do pivô Amaré Stoudemire - ainda não desfruta do destaque que Ginóbili tem em San Antonio. O veterano ala Grant Hill, reforço da franquia, é mais um jogador em seu caminho.
Pioneiro da nova geração brasileira, o pivô Nenê entra em seu quinto ano de Denver Nuggets ainda com missão incerta. Ele viveu sua melhor fase no time nos últimos quatro meses do último campeonato e agora vê o ala-pivô Kenyon Martin retornar de cirurgia no joelho para novamente congestionar o garrafão que tem apenas Marcus Camby - atual melhor defensor da liga - com vaga garantida.
O outro brasileiro da lista é o ala Marquinhos, que escapou do corte no New Orleans Hornets, embora tenha sido pouco utilizado na pré-temporada. O desafio para o jogador é levar a melhor na concorrência com o andarilho Ryan Bowen e os novatos Julian Wright e Adam Haluska por uma vaga de reserva.
Anderson Varejão tem os direitos presos ao Cleveland Cavaliers e ainda está em uma dura negociação, que pode deixá-lo de fora todo o campeonato.