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28/10/2008 - 07h02

Após 1ª vítima, NBA abre temporada lidando com assédio europeu

Do UOL Esporte
Em São Paulo
Em julho, o basquete europeu fez sua primeira vítima na NBA. E a liga norte-americana acusou o golpe. Quando Josh Childress, reserva, é verdade, mas peça importante do Atlanta Hawks, aceitou o dinheiro do Olympiakos, da Grécia, abriu um precedente perigoso: foi o primeiro norte-americano a rejeitar propostas dos EUA - incluindo Phoenix Suns e Cleveland Cavs - e partir para o Velho Continente.

EXEMPLOS DA FORÇA EUROPÉIA
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Tiago Splitter joga Tau no Espanhol: pivô teve proposta dos Spurs, mas ficou no time
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Por US$ 20 milhões em três anos, Childress é o jogador mais bem pago fora da NBA
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Na temporada que começa nesta terça-feira, o basquete americano tenta dar sua resposta. A liga, cada vez mais internacional com 67 jogadores estrangeiros, trouxe três times da Euroliga para os EUA e mandou quatro times para a Europa e dois para a China. Durante os jogos em Londres, o chefão da NBA, David Stern, prometeu um jogo oficial na Inglaterra até 2012 - ligas como a NHL, de hóquei, e NFL, de futebol americano, já fazem isso.

O resultado desse intercâmbio é o aumento do nível do basquete europeu. Nesta temporada, nenhum time da NBA perdeu para europeus, algo que já aconteceu em outros anos, mas o Barcelona chegou muito perto da façanha, perdendo por quatro pontos para os atuais vice-campeões Lakers em Los Angeles.

Foi justamente essa evolução que levou Childress para a Europa e que está alterando o mercado de transferências da NBA. O brasileiro Tiago Splitter é outro exemplo. O pivô catarinense foi draftado pelo San Antonio Spurs e o time de Tim Duncan queria contar com o jogador nesta temporada. A oferta que fez, limitada pelas regras da liga norte-americana, porém, foi muito inferior à feita pelo Tau.

No ano passado, Anderson Varejão também tinha propostas da Europa caso não fechasse com os Cavs. Isso sem contar jogadores como Juan Carlos Navarro, Carlos Delfino, Nenad Krstic ou Carlos Arroyo, considerados úteis na NBA, que deixaram a liga norte-americana na esteira de Childress.

"A negociação de contratos, hoje, é global. Os times da NBA não se preocupam mais só com seus rivais na liga. O mercado expandiu e a NBA precisa responder a isso", disse Kobe Bryant ao site norte-americano Yahoo. "É uma opção que, no passado, não estava lá", completou Donnie Walsh, dirigente do New York Knicks.

A explicação de Childress para a mudança de time também é simples. "Pensando como negócio, me ofereceram o dobro do dinheiro e um papel muito mais importante na equipe. Eu seria burro se não aceitasse a proposta do Olympiakos", explicou o jogador ao New York Times - em tempo: em sua estréia na Euroliga, Childress foi o cestinha de seu time, com 14 pontos.

Outro problema que a NBA terá de enfrentar nesta temporada é a crise financeira. David Stern garante que os problemas não afetarão o basquete e chegou a anunciar investimentos milionários para construir uma arena em Xangai, na China. Mesmo assim, a liga anunciou corte de despesas de 9 % no mês passado.

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